Do blog;

“Este é o meu espaço cibernético, onde pretendo postar temas relacionados com o amor e as grandezas de Deus, com a música, sobremodo com o estilo que é a minha paixão, o sertanejo de raiz; quero postar ainda sobre o amor entre homem e mulher, entre outros, e enfim, o tema aqui será aquele que for o tema do meu momento atual".

Dedico este espaço aos meus amores (família) e aos meus poucos e verdadeiros amigos.

sábado, 13 de outubro de 2018

Os judeus de Sefarad viveram sob o domínio de reis cristãos desde o século 10 até serem expulsos, em 1492. Durante esses séculos, um grande número de comunidades, ricas e importantes, lá floresceram. Mas, à medida que crescia o poder da Igreja, a posição dos judeus se enfraquecia. Os pogroms de 1391 marcaram o fim de uma era de relativa tranquilidade. Eram o prenúncio do sofrimento que os aguardava...
As forças muçulmanas que haviam invadido a Península Ibérica no início do século 8 jamais conseguiram dominar toda a Península. Uma parte das Astúrias, ao Norte, ficou em mãos cristãs, resistindo às investidas muçulmanas. No século 9, a Península Ibérica já estava dividida entre reinos cristãos, ao Norte, e o domínio islâmico, ao Sul, em Al- Andaluz.
Quando, nos primeiros anos do século 11, o califado de Córdoba se decompôs em vários pequenos reinos islâmicos, chamados Taifas, os cristãos se sentiram fortalecidos e retomaram as tentativas de reconquista da Península.
A ofensiva contra os mouros, a “Reconquista”, como os historiadores a intitularam, foi um longo e tumultuado processo que durou quase 200 anos Os principais Reinos Cristãos que surgiram nesse período foram: o Reino de Navarra, de Castela, de Aragão, de Leão e de Portugal. A Reconquista foi concluída, para todos os efeitos, com exceção do pequeno enclave muçulmano de Granada que durou até 1492, por Ferdinando III (1217-1252) e Alfonso X (1252-1284), do Reino de Castela e Jaime I (1213-1276), do Reino de Aragão. Com a capitulação de Sevilha, que ocorreu em 1248, forçada por Ferdinando III, estava praticamente concluída a Reconquista.
Há um consenso entre historiadores de que o ideal que permeou as guerras de reconquista foi, em grande parte, religioso – derrotar o inimigo islâmico para que a Península voltasse às mãos dos cristãos; e, em parte, de conquista. O elemento religioso é de suma importância, pois os guerreiros cristãos acreditavam estar lutando por sua fé em uma grande cruzada. A Igreja também via a Reconquista como parte do movimento geral das cruzadas que se estendeu do final do século 11 até o final do século 13. Os sentimentos religiosos e anti-judaicos que vieram à tona acabam minando a posição das populações judaicas que viviam nos Reinos Cristãos.
Durante a Reconquista os judeus estiveram em constante movimento. À medida que os mouros se defrontavam com o inimigo cristão tornavam-se cada vez mais intolerantes em sua religião, principalmente em relação aos não muçulmanos. Perseguidos, forçados a escolher entre sua fé e a morte, os judeus passam a procurar refúgio entre os cristãos. Para eles, tratava-se de escolher viver no lugar que naquele momento histórico representava o menor perigo. Assimtrocaram o domínio islâmico onde reinava uma intolerância ativa, pelo domínio cristão, onde no passado haviam enfrentado grande animosidade.
#VejaIsrael_Sefarditas

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