Do blog;

“Este é o meu espaço cibernético, onde pretendo postar temas relacionados com o amor e as grandezas de Deus, com a música, sobremodo com o estilo que é a minha paixão, o sertanejo de raiz; quero postar ainda sobre o amor entre homem e mulher, entre outros, e enfim, o tema aqui será aquele que for o tema do meu momento atual".

Dedico este espaço aos meus amores (família) e aos meus poucos e verdadeiros amigos.

domingo, 22 de julho de 2018


No Nordeste Brasileiro, quanto mais elevada é a classe a que uma criança do sexo masculino pertence, mais rigorosa é a sua criação na preparação e capacitação para a vida. Muitos eram os nobres que começavam a pensar que as crianças masculinas deviam ter uma vida menos severa, mas, os meus avós e pais não eram dessa opinião, queriam porque queriam que todos nós filhos e filhas fossem educados com rigores e disciplinas edificadoras. As atitudes dos meus avós e pais resumiam-se mais ou menos assim: uma criança pobre não podia esperar qualquer conforto mais tarde, portanto, devíamos ter com ele bondade e consideração enquanto era novo, entretanto, uma criança da classe mais abastada teria toda a espécie de conforto e riquezas quando crescesse e, por isso, devia ser tratado com aspereza durante a infância e a adolescência para que adquirisse experiência das agruras da vida e tivesse respeito e consideração pelos outros, se tornando conscientemente um ser leal, honesto, amigo, respeitador, trabalhador, justo e fiel aos seus princípios. Essa era, portanto, também a atitude oficial dos meus avós e país, que sob esse sistema, os meus irmãos e primos que eram considerados fracos não resistiam, entretanto, os que sobreviviam estavam preparados para todas as eventualidades da vida, assim como eu sobrevivi.
Na sua qualidade de guarda-costas, o senhor Santinho convivera durante muitos e muitos anos com gente de todas as espécies e era muito difícil de suportar a sua vida de recluso, dentro de quatro paredes, longe de tudo e de todos, protegendo aos príncipes e princesas membros da dinastia Rocha/Freire. Vivíamos próximos das cocheiras, onde meus avós e pais guardavam os cavalos quatro de milha, os animais de trabalho e logo mais em frente o canil, onde tínhamos mais de 40 cães de guarda e caça.
Todos os nossos empregados que cuidavam das cocheiras e canil, tinham um ódio mortal a seu Santinho, porque ele era implicante e gostava de interferir nos seus trabalhos, não admitindo falhas ou irresponsabilidades. Quando meus avós e pais saíam a cavalo, tinham de levar uma escolta de cerca de seis homens armados, onde esses homens usavam uniformes das empresas e andavam sempre a observar as pessoas que passavam para lá e para cá, para se certificar de que todo o equipamento estava em perfeita ordem e que não corríamos perigo algum.
Por motivo que desconheço, esses homens armados costumavam levar os cavalos até junto da parede e depois, quando os meus avós e pais apareciam, já montados, esses homens armados atiravam-se para a frente a galope ao encontro deles. Certo dia, nada tendo que fazer, mim organizei todo, calça jeans, botas, camisa e chapéu, passei cuidadosamente uma corda fina e forte pelo cinturão de couro, enquanto isso ajeitava os arreios do cavalo, fiz um laço com as duas extremidades da corda e passei-a por um gancho que havia no canto da janela que dava acesso as cocheiras. Já no meio da actividade que havia no pátio com todos aqueles cavaleiros, ninguém reparou em mim observar, meus avós e meus pais apareceram e os cavaleiros galoparam ao encontro deles. O cinturão de um dos cavaleiros armados se quebrou com o excesso de peso e na confusão que se estabeleceu o cavaleiro meio que envergonhado consegui puxar a corda e desaparecer sem ser visto. Todas essas coisas eram mais que suficientes para me divertir.
O que mais me chamava a atenção, é que, apesar de participarmos de uma dinastia e casta superior, rica, dominadora, esclarecemos que os nossos dias não eram fáceis, eram difíceis, estávamos de pé cerca dezoito horas por dia em trabalho, estudo e lazer. Os Nordestinos supõem que têm que aproveitar o máximo de tempo em estudo e serviço, pois reconhecem que não é bom dormir quando há luz do dia, isso porque os espíritos da noite podem se sobrepor ao dia podendo vir e levar as pessoas adormecidas preguiçosamente, mesmo os que estão adoentados têm de permanecer o máximo de tempo acordados durante o dia, e para isso chama-se um sacerdote que passa a maior parte do tempo rezando e lendo a Torá. Ninguém pode ou deve ser poupado de estudo ou trabalho na dinastia Rocha/Freire, até os moribundos que vão pedir comida e água fresca sempre tem alguma coisa que aprender ou fazer, mesmo porque, toda essa cultura de ocupação de tempo com coisas proveitosas têm de ser conservada conscientemente tanto quanto possível para que todos saibam qual é a estrada a seguir através das regiões fronteiriças do outro mundo dalém do Nordeste.
Na nossa casa, que mais parecia uma verdadeira escola, todos nós independente de idade aprendíamos gramática, língua portuguesa, matemática, aritimética, física, geometria, bem como arte de pintar, esculpir, compor, carpintaria, marcenaria. Os Nordestinos têm suas formas diferentes de tratarem as coisas, comum e honorífica, pois sempre surgem preocupações de como honrarmos que devidamente merece ser honrado. Assim sendo, reconhecemos que as coisas comuns usam-se quando falamos com os criados ou pessoas de condição sociais inferiores às nossas, e a honorífica, quando tratamos com pessoas da mesma classe social, assim quando falamos com o cavaleiro de uma classe social elevada temos de utilizar o estilo honorífico do seu senhor, o que, não podemos e não devemos esquecer, de que quando, os nossos aristocratas atravessam o pátio, pé ante pé, entre os seus assuntos privados, jamais seria interrompido por um criado nos seguintes termos, e quando era interrompido por algo superior dirigir-se-á da seguinte forma: "Dignar-se-á o ilustre senhor a interromper o seu passeio e ouvir o que este seu humilde servo tem a dizer?".
A nossa casa era rigorosamente grande, tendo várias salas de estudos que por sinal eram bastante grandes, que a tempos antigos tinham sido usadas para refeitórios dos sacerdotes que nos visitavam, mas, desde que as obras tinham acabado, aquelas salas foram destinadas as salas de aulas para todas as crianças da propriedade, senhores e servos. Éramos ao todo uns cento e trinta, e sentávamos em cadeiras conjugadas, de dois em dois, em frente a uma enorme mesa de escrivania, ou melhor, a uma bancada que tinha cerca de um metro e vinte centímetros de altura. Sentávamo-nos de costas para a rua e de frente para o quadro negro e para o mestre para sabermos quando ele estava olhando para nós, e assim tínhamos de estar sempre estudando e executando os trabalhos determinados pelo mestre.
A aritmética, geometria, física, matemática, química, biologia, geografia, história, educação moral e cívica não me aborreciam, porém, mortalmente me aborreciam os tantos e quantos políticos aproveitadores que exploravam sarcasticamente toda aquela gente indefesa. Mais de setecentas pessoas comiam e bebiam diariamente em nossa casa, sendo as três refeições principais e as duas refeições intermediárias, e cada qual devia se preocupar com a capacidade da vasilha para conservar a quantidade necessária para uma boa e nutritiva refeição, isso porque, cada um era servido de acordo com sua capacidade de comer e beber.
Não podemos e não devemos esquecer de que todos nós tínhamos que trabalhar independente da idade, sendo uns na madeira, confesso que ninguém me levava a melhor, pois eu tinha muita habilidade para tratar com a madeira, mesmo porque, eu considerava que trabalhar com a madeira era um trabalho de que eu gostava e em que era bastante hábil. A madeira de lei no Nordeste é muito cara porque tem de ser transportada de outras partes e regiões do Brasil.
Uma das lições diárias que nunca se dispensavam era a recitação das leis da Torá, isso porque, tínhamos de as recitar logo que entrávamos nas salas de aulas, e outra vez antes de sairmos, além da Torá, tínhamos também as leis adicionais que eram as seguintes:
Paga sempre o bem com o bem e nunca com o mal;
Não brigar ou causar danos com as pessoas pacíficas;
Ler as Escrituras Sagradas, Torá e se esforçar o máximo para compreende-las;
Ajuda incondicionalmente os nossos semelhantes, principalmente os menos favorecidos;
Paga as dívidas com pontualidade e evitar sempre tomar emprestado;
Melhor ter para dar e emprestar do que pedir emprestado.
Nossos avós e pais eram rígidos quanto as Leis da Torá e aas adicionais que, para que não houvesse possibilidade de as esquecer, essas leis estavam gravadas em placas e fixadas em todas as paredes dos quartos, salas, corredores, portões principais e secundários. As nossas vidas, porém, não eram só estudos e canseiras, pois todos nós indistintamente brincávamos todos os dias, quase tanto quanto estudávamos, e também trabalhávamos aprendendo sempre uma arte ou uma profissão, pois meus avós e pais, não permitiam que ficássemos sem uma profissão, mesmo nós fazendo parte da dinastia Rocha/freire. Todos os nossos jogos que praticávamos tendiam a enrijar-nos cada vez mais e a preparar-nos para sobrevivermos as durezas climáticas Nordestina, com as suas temperaturas rigorosamente altas, escaldantes, em pleno verão, ao meio dia a temperatura chega a ser superior aos 45 graus, e no inverno, é às vezes a temperatura chegava aos 6 graus, o que era considerado frio por demais.
Aprendíamos a disparar com arcos e flechas, badoques, baleadeiras, espingardas, o que além de ser imensamente divertido contribuía para nos desenvolver os músculos e as nossas mentes. Usávamos arcos feitos de madeira que nós mesmos colhíamos nas nossas matas, e às vezes fazíamos com madeira local, o que não ficavam bons, mas, dava-se um jeito. Como todos na dinastia Rocha/Freire éramos judeus não praticantes, ou seja, não éramos religiosos, seguíamos os infalíveis ensinamentos da Torá, mas, não tínhamos dogmas, nunca disparávamos sobre alvos vivos que não fossem comestíveis.
Quando treinávamos em casa, os nossos criados ficavam escondidos em determinados lugares, e faziam os alvos subir ou descer por meio de longas cordas e nós dificilmente sabíamos em que direcção os alvos se iam mover, e a maior parte dos rapazes podia atirar mantendo-se de pé nas selas dos cavalos lançados a galope mais a passos rápidos. Mas eu sempre conseguia-me manter montado o tempo suficiente, nas provas de salto, tambor, baliza, porém, não havia cavalo para preocupar-me, isso porque, corríamos tão depressa quanto podíamos e quando a velocidade era suficiente saltávamos apoiando-nos ao chão sem nos causar danos. Eu costumava dizer que os meus irmãos, primos e empregados andavam pouco tempo a cavalo que não tinham força nas pernas, mas eu, que tinha de usar as pernas, montava todos os dias uma média de hora e meia, então eu podia de fato pular do cavalo sem causar dano algum e mim mesmo. Montar a cavalo era, portanto, para todos nós um sistema excelente para atravessar os rios e eu ficava muito satisfeito ao ver aqueles que tentavam seguir-me mergulharem um atrás do outro sem dominar os seus cavalos, e quando atravessávamos todos queriam saber os mistérios pelos quais eu dominava bem o meu cavalo e eles não.
Outro dos nossos passatempos eram as andas, onde nós costumávamos mascarar-nos e brincar de gigantes e às vezes organizávamos combates em andas sem que ninguém soubesse quem era quem, e aquele que caía era considerado vencido, assim, as nossas andas eram feitas por nós mesmos, tínhamos de usar todo o nosso poder de persuasão sobre o fiel senhor do armazém que geralmente era o próprio administrador geral, ou seja, o meu avô paterno, de forma que para podermos obter as peças de madeira de que precisávamos tínhamos que saber como e quando ir buscar. O nosso avô paterno tinha de saber de que forma e uso iríamos utilizar as peças, se apropriados estávamos isentos de interrogatórios, caso contrário, motivo para uns ensinamentos confidenciais, onde, geralmente depois era preciso obter os pedaços em forma de cunha para os suportes dos pés, e como a madeira era muito escassa para ser desperdiçada, tínhamos de esperar a melhor oportunidade junto ao meu avô paterno para fazer o pedido delicadamente e seriamente.
As meninas brincavam com peteca, bambolês, saltar cordas, onde elas mesmas confeccionavam seus brinquedos sob orientação de uma de nossas governantas que também era a guarda-costas das meninas. Assim juntas pegavam pequenos pedaços de madeiras perfuravam numa das bordas e nesses orifícios colocavam as penas dos patos selvagens para confeccionar as petecas, assim, as meninas levantavam as saias o suficiente para as pernas terem liberdade de movimentos e corriam para um alado e para o outro para de maneira segura manter a peteca no ar, sem que a peteca tocasse o chão, se deixassem a peteca cair no chão ficavam desclassificadas, o que, para surpresa nossa, tinha uma menina vigorosa filha de uma de nossas empregadas que era que mais mantinha a peteca no ar às vezes durante uns dez minutos antes de falhar um toque sequer.
Merece lembrar que o maior interesse nosso onde morávamos no Nordeste, era equitação, montarias, domas de cavalos, tratamento de gados, lançamento de papagaios, corridas de saco, futebol de campo e quadra, ténis, era tudo a esse que podemos chamar de diversão, podíamos utilizar cada um de acordo com as estações do ano. Desde tempos remotos, os mais velhos diziam que se lançássemos papagaios nas montanhas as chuvas caía em torrentes, e nesses tempos acreditavam-se que as chuvas ficavam zangadas se não as buscássemos, por isso mesmo, que lançávamos os papagaios principalmente na estação seca, isso porque, no Nordeste temos duas estações seca e chuva. Em épocas de trovoadas, onde caem as chuvas fortes, não se grita nas montanhas porque a percussão ou eco das vozes leva as nuvens saturadas da água a liquefazerem-se demasiadamente depressa e a provocarem chuvas as menos convenientes. Devemos atentar para a grandeza que tínhamos quando soltávamos os nossos papagaios, em que dentro de poucos minutos, papagaios de todos os feitios, tamanhos e cores aparecem sobre os telhados das casas, campo de futebol, estradas, arruamentos, flutuando para cima e para baixo, agitados pelas fortes brisas.
Eu, meus irmãos, primos e funcionários gostávamos imensamente de soltar papagaios e esforçava-me para que o meu fosse um dos primeiros a subir ao céu, isso porque, tínhamos o privilégio de estarmos numa área privilegiada de ventos e com vastos gramados, onde podíamos correr a vontade para um para e para outro. Nós mesmos que construíamos os nossos papagaios, geralmente, com uma armação de bambu coberta de papel manteiga ou seda, o que não nos era difícil obter materiais de boa qualidade, porque era um ponto de honra para cada lar apresentar um papagaio da mais alta classe, habitualmente adornávamos os nossos papagaios com ferozes dragões, águias, aves com asas e caudas.
Tínhamos sempre o costume de travarmos batalhas, nas quais tentávamos derrubar os papagaios dos nossos rivais, onde fazíamos o nosso cerol, em que prendíamos pó de vidro à cauda dos papagaios e cobríamos a linha com cola misturada com o pó de vidro muito bem moído na esperança de cortar as linhas dos outros e capturar os papagaios que caíssem em nosso terreno.
Às vezes, saíamos cautelosamente nas noites de luas claras como o sol e fazíamos subir os nossos papagaios, que mais valiam de consolos para dentro das nossas cabeças e corações, em que, desse modo, os nossos olhos adquiriam brilhos avermelhados e os corpos mostravam as suas cores diferentes contra o fundo do céu nocturno claro com a lua, o que, todos nós gostávamos de assim proceder principalmente quando esperávamos as caravanas de devotos, romeiros, religiosos e vaqueiros que vinham de todos os distritos, comunidades, fazendas.
Não podemos esquecer de que em nossa inocência de crianças, pensávamos que os camponeses, lavradores, vaqueiros eram ignorantes por serem analfabetos, isso porque, vinham desses lugares longínquos e muitos deles desconheciam a existência de invenções modernas como os aviões, veículos, motocicletas, máquinas e equipamentos pesados, indústrias, e julgávamos que os nossos papagaios, e por isso só assustaria os nossos visitantes.
Costumávamos colocar conchas de diferentes tamanhos e formatos em posições estratégicas dentro dos papagaios, de forma que quando o vento soprava sobre os nossos papagaios iam de encontro das conchas e produziam sons queixosos, melancólicos que nós chamávamos de sons fantasmagóricos, isso porque, em nossas inocências de crianças, pensávamos que os sons se assemelhavam assim aos sons dos dragões que expeliam fogo e ululavam na noite, então, nós esperávamos também, assim assustar ainda mais os nossos visitantes que vinham as dezenas em suas caravanas. Confesso que eu mesmo, muita das vezes sentia arrepios de contentamento ao longo da espinha ao imaginar aqueles homens enrolados em suas capas e cobertores, aterrorizados, enquanto os nossos papagaios pairavam por cima das suas cabeças e causando espantos aos cavalos e provocando os latidos ferozes dos seus cachorros sem raça defina.
As minhas brincadeiras com papagaios haviam de me ser muito úteis mais tarde, quando me vi obrigado a voar de avião pela primeira vez, foi quando eu me sentia em um neles, naquele tempo, os nossos papagaios não passavam de brincadeiras, mas de uma brincadeira que me entusiasmava muito, ao ponto de eu não sofrer nenhum medo quando tive que voar de avião pela primeira vez. Tínhamos a sensação de que podíamos construir grandes papagaios como se fossem aparelhos enormes com cerca de dois metros e meio ou três metros de comprimento e largura e com asas proporcionais em ambos os lados, e sabiamente colocávamos em posições de voarem em nosso terreno que muito plano próximo ao rio onde havia uma corrente de ar vertical particularmente forte o que nos favorecia soltar os nossos gigantes objectos voadores.
Montávamos nos nossos cavalos com uma das extremidades da corda atada à volta da cintura e depois galopávamos tão depressa quanto os cavalos podiam galopar, saltava o papagaio que ia subindo, subindo, e mais e mais até ser apanhado pela corrente de ar, quando, então, éramos arrancado da sela com um puxão, pairava a uns dez metros do chão e vínhamos descendo lentamente e para tanto, era uma das maiores e melhores aventuras. Alguns, dos meus irmãos, primos e funcionários se esqueciam de tirar os pés dos estribos, e com os solavancos dos papagaios gigantes eram violentamente puxados pela cintura, o que causava alguns ferimentos pela corda amarrada nas suas cinturas, entretanto eu, que de qualquer maneira eu era considerado por todos como um grande cavaleiro, então deixava-me cair, e era um prazer deixar-me levar pelo ar e voar, voar, voar. Devemos esclarecer que, sendo eu, por temperamento, de natureza insensatamente aventureiro, descobri muito cedo que, se no momento da subida desse, um certo puxão à corda, podia subir ainda mais alto e com outros puxões judiciosos nos momentos propícios eu, podia prolongar ainda mais e mais o meu voo durante mais alguns segundinhos que parecia uma eternidade.
Em uma determinada ocasião eu puxei as cordas com mais entusiasmo, e neste momento o vento cooperou mais ainda, e fui levado para o telhado horizontal da casa de um de nossos camponeses, onde estava armazenado no depósito vizinho todo o nosso combustível para o inverno.
A maioria das casas dos nossos camponeses Nordestinos são casas com telhados planos, circundados por um pequeno parapeito, e aí conservam as carnes e queijos ao sol e ao sereno da noite, apurando e dando maior potencial de conservação. Estas casas, particularmente, eram construídas de tijolos de barro em vez de enchimentos, que é mais usual, e eram poucas as casas que tinham chaminés, a fumaça do fogão a lenha escapava através de um buraco aberto na parede da cozinha ou no telhado por canos improvisados. A minha chegada súbita na ponta de uma corda desmanchou o arranjo do estrume e, ao ser arrastado pelo vento, varri com o meu corpo a maior parte do combustível, que tombou pelo buraco sobre os pobres camponeses.


MACAÍBA, MINHA INFÂNCIA, MINHA CASA!!!

Os telhados avermelhados das telhas de cerâmicas e as bordas douradas e brancas cintilavam sob a luz brilhante do sol escaldante do litoral Nordeste Brasileiro. Mais de perto, as águas azuis da piscina de nossa casa, que encrespavam com a passagem das aves aquáticas que sobrevoavam nossa casa e nosso quintal. De mais longe, das mais longas distâncias, chegavam aos bandos patos selvagens que se apressavam em pousar no vasto quintal de nossa casa. De mais perto subiam ensurdecedores sons da banda marcial da marinha, enquanto os religiosos músicos praticavam nos campos, afastados das multidões, aprendiam e traziam contentes as mais belas músicas orquestradas.
Eu não tinha tempo para contemplar essas coisas de bandas cotidianas, pois achava um tanto quanto, coisas de velhos. Assim sendo, reconheço que minha tarefa principal era mais muito mais séria, e consistia em me manter no dorso de um cavalo quarto de milha, bravo, que parecia indomável, era, portanto, o meu cavalo preferido. Não posso negar, que eu também tinha outras preocupações no meu cérebro inquieto. Queria naquele momento me ver livre do meu trabalho de adestrador e domador de cavalo, pois o meu cavalo preferido necessitava pastar, rebolar-se no chão de terra solta e espernear com as patas zanzando no ar para um lado e para outro.
O meu avô paterno tinha um velho amigo que era um chefe de disciplina no grupo escolar da cidade, era, portanto, um velho carrancudo e inflexível, porém, era um homem respeitadíssimo, amigo e caridoso. Esse amigo do meu avô paterno sempre foi um homem severo e duro em todos os aspectos, entretanto, agora, se colocava a disposição da Ordem maçónica como um verdadeiro guardião e instrutor dos Aprendizes. Eu gostava muito desse professor, pois ele era amante da equitação e sempre me apoio desde que eu era um garotinho de seis ou sete anos, porém, as vezes faltava-lhe, paciência para comigo, mas, eu sabia como lidar com os destemperamentos dele. Seu Santinho era um dos homens de confiança do meu avô paterno, ele com outros homens, foram escolhidos por suas competências e forças físicas, pois esse senhor, seu Santinho, media quase dois metros de altura e a sua largura era bem correspondente a altura, e os ombros do senho Santinho eram bem chumaçados e com as roupas aumentavam ainda mais a sua largura natural. Existem nos sertões Nordestinos os homens são extraordinariamente altos, fortes e destemidos, sendo que muitos deles medem mais de dois metros, e são geralmente selecionados para agir como guarda-costas para todos os membros da dinastia Rocha/Freire. Todos com os ombros largos e fortes se posicionavam sempre eretos para aumentar a sua autêntica corpulência, enegreciam as faces para mostrar um ar mais feroz e andavam munidos de pistolas 765, sempre prontos a usá-los em qualquer infeliz malfeitor ou delinquente, que trouxessem ameaças a qualquer um de nós.
Seu Santinho tinha sido polícia, mas servia agora de guarda-costas a nossa família, e principalmente a mim como um verdadeiro principezinho, embora de pouca estatura, e estávamos por demais calejados de tanto andarmos a cavalo, e por isso todas as suas viagens que fazíamos eram feitas a cavalo. Os sertanejos, haviam invadido a nossa cidade sob o comando de um líder religioso, causando imensos alvoroços nas feiras livres e tudo aquilo era maravilhoso. Ao que parece, tinham pensado que a melhor maneira de conhecer a vida era fazendo amizades com os membros da dinastia Rocha/Freire, só assim se sentiam seguros na cidade. Seu Santinho sempre foi um dos nossos defensores, e durante todas as nossas aventuras, que chamávamos de combates tínhamos sempre a companhia do senhor Santinho e de outros guarda-costas que se empenhavam em nos proteger diuturnamente.
Meus avós paternos e maternos, meus pais eram membros da dinastia mais importante daquela região, Rocha/Freire, éramos importantes em todas as comunidades. As minhas famílias estavam incluídas nas dez primeiras famílias, portanto, meus pais exerciam grandes influências e eram considerados os senhores dos prósperos negócios de toda região, porém, adiante darei pormenores acerca das nossas relações familiares, como forma de governo da dinastia Rocha/Freire.
Meu pai era um homem corpulento, de estatura elevada, com cerca de um metro e noventa de altura, e tínhamos todas as razões para alardearmos a sua força, isso porque, em sua juventude podia levantar do chão dois sacos de 60kg ao mesmo tempo, e era dos poucos que podiam lutar com os homens e levar sempre a melhor, eram, portanto, lutas amistosas, que logo após os duelos, todos se ajuntavam em nossa casa para comer e beber bem a vontade.
A maioria dos Nordestinos tem cabelos e olhos castanho-escuros, porém, o meu pai era uma das exceções na região, cabelos ruivos e olhos azuis. Embora meu pai fosse um homem sereno, de vez em quando, por um motivo maior, meu pai se entrega a explosões súbitas sem que pudéssemos perceber as razões, porém, todos respeitavam ou temiam. Entretanto, em todas as ocasiões tínhamos sempre de ver por perto os meus avós e os meus pais, pois eram os nossos protectores, além dos nossos guarda-costas liderados pelo senhor Santinho. O Nordeste Brasileiro é uma faixa territorial árida que sempre atravessa períodos muito confusos da sua história. Além dos fenómenos naturais de longas estiagens e secas terríveis, existem sempre os conflitos ideológicos, culturais e religiosos que marcaram e marcam a história dos Nordestinos. Os Nordestinos tinham corajosamente invadido com grupos armados algumas cidades e povoados, e muitos tiveram que fugir para as cidades grandes ou capitais, deixando seus familiares e outros membros da comunidade nas mãos de muitos bandoleiros. Os Nordestinos foram muitas das vezes escorraçados de suas terras e casas, aos tempos das revoluções culturais, ideológicas e religiosas, mas não sem que primeiro tivessem cometido crimes atrozes contra o nosso povo Nordestino.
Durante a sua ausência dos nossos avós, em todos aqueles dias tão difíceis, os meus pais e aos outros membros da dinastia Rocha/Freire coubera a responsabilidade de governar as empresas e patrimónios pertencentes a dinastia Rocha/Freire. Interessante que a minha mãe costumava dizer que a disposição do senhor Santinho como guarda-costas não voltara jamais a ser o que fora, pois a cada dia ele ficava mais lento e um tanto quanto cansado. Não tinha, com certeza, tempo a perder comigo, pois seu Santinho me tinha como filho, e nunca conheceu o que fosse o amor paterno a não ser o que ele demonstrava comigo seu predilecto. Eu, especialmente, parecia exacerbar-lhe a ira, entretanto, se Santinho jamais ficava entregue às impaciências das minhas aventuras, que eram vistas como manobras para endireitar ou quebrar, como meu pai sempre dizia:
“Passarinho ou quebra ou endireita”.
Seu Santínho considerava as minhas tantas exibições em cima de um cavalo como uma afronta pessoal aos demais cavaleiros que se apresentavam nos mesmos eventos, pois o meu cavalo era sem sombras de dúvidas o melhor em toda a região. No Nordeste, os meninos das famílias consideradas aristocráticas, como as nossas, no caso, são ensinados a montar antes quase de aprenderem andar. Ser bom cavaleiro para a dinastia Rocha/Freire é essencial não somente para a comunidade, mas, também, para o país onde há carros nas todas as cidades e, onde todas as viagens nos interiores têm de ser feitas a pé ou a cavalo, como era o nosso caso quando íamos as nossas fazendas. Assim sendo, reconhecemos que toda nobreza Nordestina pratica a equitação horas e horas, dia após dia, até preparar os seus moços e moças, para se tornarem campeões e invencíveis, como era o meu caso, que ninguém conseguia ganhar de mim em nenhuma prova de equitação. Assim todos os nossos visitantes aguentavam-se sempre de pé na estreita sela de madeira para apreciarem minhas aventuras com o meu cavalo quatro de milha. Muitas das vezes, bons cavaleiros lançam-se a galopes através das planícies, em formações regulares, tentando muda de cavalos saltando de uma sela para a outra, como sendo a coisa mais simples, e eu, já aos nove anos de idade, tinha as maiores habilidades em uma sela, era considerado sombra sobre a sela e o cavalo, ou seja, não deslocava do lombo do cavalo.
O meu cavalo quarto de milha, era de pelagem impecável, brilhava como se tivesse lustrado com óleo mineral e tinha a cauda e as crinas compridas, e com a sua cabeça aparentemente fina para a raça, tinha uma inteligência ímpar, conhecia meus desejos e lia meus pensamentos. Meu cavalo tinha uma quantidade espantosa de recursos para me deixar livre como um verdadeiro cavaleiro experiente como eu me considerava. Todas as manhãs eram favoritas para eu e meu cavalo, eram sempre oportunas para darmos algumas corridinhas, e quando eu deslizava desamparadamente ao longo do dorso e eu chegava à altura da cabeça, o meu cavalo levantava a cabeça de repente, de forma que eu dava sempre um salto completo antes de atingir o chão, parecia uma relação sincronizada entre cavalo e cavaleiro. Depois de todas as nossas andanças, o meu cavalo ficava sempre parado a olhar para mim com ares complacentes.
No Nordeste nunca se anda a trote, os cavalos não são pequenos e os cavaleiros parecem verdadeiros guerreiros em campos de batalhas, onde na maioria das vezes um furta o passo suave do outro, que suficientemente rápido correm para cumprir as suas necessidades, reservando-se os galopes e carreiras para exercícios mais importantes.
O Nordeste é sem sombras de dúvidas, uma teocracia, não se apresentava nenhum interesse os nossos governantes tinham pelo progresso, isolando o Nordeste do mundo exterior. Não podemos esquecer de que os nossos governantes nunca desejaram outra coisa senão deixar em aparente paz aquela gente desolada, para poder meditar e subjugar os impulsos das carnes surradas e sofridas daquela gente. Os nossos sábios sabiam de há muito que os governantes cobiçavam as riquezas Nordestinas, e sabiam também que logo que os estrangeiros chegassem para explorar a região Nordeste aquela falsa paz desapareceria, agora que os governistas entraram no poder selvagem provou-se que tínhamos razão em pensar negativamente sobre os nossos governantes.
A minha casa era em Macaíba, na estrada de contorno que rodeia Macaíba, à sombra do grande cajueiro, pois existem três estradas circulares, e a que fica um pouco mais afastada, é a que é muito usada pelos peregrinos em suas romarias cristãs. Quando nasci, a nossa casa, em Macaíba, tinha dois pavimentos no lado que dava para a estrada, e ainda um pequeno soto. Na realidade, essas manifestações só têm significados durante as procissões que se realizam algumas vezes por ano, muitas casas têm nos telhados planos para aproveitamento da altura em pé direito.
A nossa casa foi construída com argamassa de cal, óleo de baleia, melaço de engenho, pedra e madeira de lei, fora construída a muitíssimos anos, cerca de 400 anos, tinha a sua forma quadrada, com um grande pátio interior que servia salas dentro da mesma sala. Os animais domésticos cachorros, viviam em harmonia com todos da casa no térreo e, não podiam subir ao primeiro andar, pois lá ficavam os dormitórios que eram muitos. Tínhamos, portanto, uma boa fortuna de possuirmos um grande lance de degraus de pedra; a maioria das casas do Nordeste não tinha mais que uma escada de madeira, e nas casas dos camponeses geralmente de um só piso, não havia escadas. Os meus avós resolveram em comum construir algumas casas próximas umas das outras, criando assim uma espécie de condomínio habitacional de grande luxo, fê-lo reconstruir com casas padrões de quatro andares, essas davam para a estrada principal, e assim não olharíamos para a estrada romeira quando passasse as procissões, por esta e outras razões, não houve protestos.
O portão principal que dava acesso aos pátios interiores e exteriores era rigorosamente pesado, de madeira muito antiga e de cor escura, e muitos dos romeiros, se desviavam dos seus caminhos e tentavam invadir os nossos pátios, por não terem capacidade de ultrapassar os muros, forçavam as vigas de madeira sólida do portão principal, e logo eram recebidos pelos nossos cães de guardas e pelos nossos guarda-costas armados. Por cima do portão principal ficava o escritório de administração do meu avô paterno, onde, dali o meu avô paterno podia ver toda a gente que entrava e saía da cidade, romeiros e não romeiros, porém, quem estivesse pelo lado de fora de nossas fortalezas não conseguiam enxergar o meu avô paterno que estava sempre em uma posição privilegiada, sobre tudo e sobre todos estrategicamente falando. Era, portanto, o meu avô paterno quem contratava e/ou despedia o pessoal e quem, providenciava para que, principalmente os serviços domésticos corressem eficazmente para não causarem transtornos a minha avó materna. Meu avô ficava sempre a observar, à sua janela, enquanto as pessoas transitavam para lá a e para cá ao cair da tarde. As palmeiras entoavam canções aos conventos, que faziam bem a nossa mente, alma e espírito. De todos os lados e regiões vinham os religiosos para pagarem suas promessas e muitos deles vinham até os portões de nossa casa para receber refeições e água fresca, pois era somente o que minha família fornecia que os sustentavam durante as grandes jornadas e peregrinações dias e noites. Todos os principais nobres da dinastia Rocha/Freire proviam às necessidades dos pobres não importando suas respectivas castas ou regiões. Por muitas e muitas vezes, apareciam até pessoas condenadas pela justiça e que estiveram presos por determinados tempos em cadeias e penitenciária, porque no Nordeste havia poucas prisões grandes e muitos dos condenados vagueiam pelas cadeias e os delegados mendigando o sustento de seus detentos.
Não podemos e não devemos esquecer de que no Nordeste, os condenados não são tão desprezados, entretanto, muita das vezes nem são considerados pessoas dignas de relacionamentos sociais e nem tão pouco familiar. Todos nós sabemos que muitos dos nossos representantes dos três poderes podres seriam condenados se as suas faltas fossem descobertas e julgadas, por isso que essa corja de malfeitores não são atingidos, por esse infortúnio são tratados com compaixão pelos seus pares, e o pequeno, pobre, desamparado sofre além do necessário.
Nos quartos à direita do gabinete do meu avô paterno que era o administrador geral da dinastia Rocha/Freire viviam as mulheres e à esquerda os homens. As funções de todos eram as domésticas enquanto estivesse debaixo das ordens dos nossos avós paternos e maternos. Todos, rigorosamente cumpriam as suas missões diárias nos afazeres da casa, rezávamos diariamente pedindo a protecção divina para as nossas famílias, parentes, amigos e nossas actividades internas e externas. Os nobres menores de idade, faziam os trabalhos internos e não podiam conviver expostos em actividades extras com pessoas de linhagens inferiores, e para tanto, tínhamos um capelão que era também um de nossos guarda-costas, que nos orientava com rigor e autoridade, não permitia desordem ou desequilíbrios pessoais que comprometessem a dinastia Rocha/Freire. Antes de qualquer acontecimento de importância, tínhamos que consultar esse capelão e pedíamos que dedicassem preces a Deus para obter o favor divino, e de três em três anos, recepcionávamos os sacerdotes que voltavam de suas peregrinações e na nossa casa descansavam e eram substituídos por outros que seguiam os mesmos passos missionários nas terras distantes dos sertões áridos Nordestino, que pelas acções da natureza sacrificava aos poucos sua gente.
Em cada lado da nossa casa havia sempre uma sala que servia como sala de orações e/ou capela, embora não tivéssemos imagens de esculturas, tínhamos algumas salas-capelas que auxiliavam a todos, pois as mulheres rezavam em salas separadas dos homens. As lamparinas de azeite mantinham-se permanentemente acesas em frente das salas-capelas que iluminavam os altares de madeira esculpida onde guardávamos em cada a Torá. As sete pias de bronze para uso sacerdotal, as águas eram limpas e renovadas várias vezes por dia, isso porque, meus avós entendiam que elas tinham de estar rigorosamente limpas porque o nosso Deus não gosta de nada sujo ou maculado, e nessas pias poderiam até beber delas se assim desejassem. Os sacerdotes que frequentavam a nossa casa eram bem alimentados e comiam à mesma mesa com a nossa família para que pudessem rezar eficientemente e dizer a Deus que a nossa comida era boa e que poderíamos abençoar milhares e milhares de pessoas famintas nos sertões Nordestinos como fazíamos anualmente e incondicionalmente.
Em nossa casa com seu gabinete administrativo vivia o especialista em leis, um dos mais renomados advogados, cuja tarefa consistia em assegurar que os negócios da dinastia Rocha/Freire fossem conduzidos de maneira correta, legal, produtiva, próspera e lucrativa. O que mais nos chama a atenção é que os Nordestinos são rigorosos cumpridores das leis e os meus avós e todos que compunham a dinastia Rocha/Freire tinha de dar exemplos impecáveis nesses particulares, o que faziam orgulhosamente.
Nós, as crianças, meus irmãos, primos e agregados, vivíamos diariamente na nova ala da casa que tinha apenas o piso térreo, e dava de frente o pátio central onde tinha algumas fontes de água, portanto, ficava bem mais afastada da estrada e do portão principal. À esquerda da nossa ala ficava uma sala-capela muito bonita e toda ornamentada, que logo à direita tinha uma sala de estudos, onde praticávamos, ditados, leituras orais, e também, participavam os filhos dos criados. As coisas em nossa casa eram rigorosamente e cuidadosamente estabelecidas para não ocorrerem erros, assim sendo, as nossas lições diárias eram longas e variadas, para que nosso tempo fosse rigorosamente ocupado com coisas boas e produtivas.
Certa vez, fomos visitar um amigo íntimo do meu avô materno, ele estava muito doente, fraco, desnutrido e incapaz de suportar a vida dura a que éramos submetidos naquele sertão Nordestino, e antes de completar trinta anos deixou-nos e voltou para França, o seu país de origem. Nessa época, eu tinha apenas nove anos de idade, mas, me lembro de tudo o que aconteceu, e logo depois, recebemos a triste notícia que o amigo do meu avô materno morreu. Lembro-me direitinho quando meu avô atendeu o telefone, que só existia em nossa casa naquela época, recebendo a notícia vinda do Recife que o amigo dele havia falecido poucos dias depois de chegar a França. Enviaram dias depois as fotos do amigo morto, em que ele estava estendido sobre uma grande mesa de mármore e parecia uma casca vazia, e os homens da IML o levaram para o esquartejar, de acordo com o costume, para saber a causa morte.
Passei a ser o herdeiro de todos os bens deixados pelo amigo do meu avô materno, pois, assim que o advogado da dinastia Rocha/Freire e o meu treino como administrador passou a ser cada dia mais e mais intensificado, isso porque, eu já tinha doze anos e além de ser um cavaleiro nato, eu era também um aprendiz de administrador com meus avós. Meus avós e meus pais eram pessoas rigorosas e rígidas, eram os principais da Congregação, e nessa qualidade tinham de certificar-se de que eu o seu filho adquiria disciplina severa e podia servir de exemplo aos outros, como modelo de criança bem formada, educada, disciplinada, ordeira, responsável.


O AUTOR

Sou Maurício Augusto dos Santos, nasci do dia 11 do mês de março do ano de hum mil novecentos e sessenta e quatro (11/03/1964), na cidade de Macaíba, Estado do Rio Grande do Norte, Nordeste Brasileiro. Sou, portanto, um dos poucos que atingiram este estranho mundo da escrita, no que diz respeito a poesia, música e os livros. Sou autodidacta, portanto, quero deixar claro e vivo que a estruturação gramatical deste livro deixa muito a desejar, mas, quero deixar claro que nunca foi uma preocupação de minha parte apegar-se a gramática, mesmo porque, meus amados leitores saberão entender e me perdoar. Recebi algumas lições formais e informações quanto a estruturação gramatical. Apesar de eu ter formação académica, não quero e não posso discutir gramática, minha escolaridade é boa, mas, não é a melhor. Fui educado de forma rígida e livre, como em todo lar judaico que se presa e se honra. Não era um campo de concentração a nossa casa, mas, as leis internas eram duras e severas, onde aprendi o melhor que podia internamente, com as empregadas, que eram minhas amigas e me adoravam.
Agora, os meus amados pais, faziam de tudo para que todos nós aprendêssemos com a maior segurança e perfeição possível e cabível. É como se fôssemos invadidos como fora previsto pelas colunistas domésticas que se dedicavam incondicionalmente na boa e formal educação de seus patrãozinhos. Por muitas razões ocultei por muitas e muitas vezes chamarem o meu verdadeiro nome e o dos meus irmãos. Lutamos incansavelmente contra todos os tipos e formas de escravidão e opressão. Nasci em um processo crucial em meu país, principalmente em minha região, pois iniciava-se um período de governança militar. O que mais chamava a atenção na época em que nasci é que o comunismo queria dominar todo nosso país, e tudo isso com aval da Igreja Católica, eu sei porque os meus amigos de infância que me contavam que nos países comunistas as pessoas sofriam muito, e se a nossa verdadeira identidade fosse revelada, seriamos perseguidos pelos comunistas. Estivemos em mãos dos comunistas sem sabermos que estávamos, assim como dos capitalistas criminosos que só roubaram e roubam nossas riquezas, sei de tudo isso, por experiência própria o que a tortura pode conseguir com determinadas pessoas. Mas o assunto deste livro nosso trabalho-estudo não é tortura, entretanto, fazemos parte de uma nação amante da paz, do amor, da harmonia, alegria, que há muito tempo é incompreendida pelos nossos governantes.
Assim sendo, queremos esclarecer que algumas das minhas afirmações, segundo me dizem, talvez não sejam acreditadas pelos nossos amados leitores, pois sei que encontraremos muitas e muitas oposições. Devemos entender que duvidar é um direito que assiste a quem ler, mas o Brasil é uma nação que por muito ficou desconhecida do resto do mundo, pois éramos tratados como submundo. O que me chama a atenção, é perceber que o homem que escreve, acerca de outro país, foi escarnecido e destroçado pois a maioria dos leitores não liam com olhares críticos construtivos e sim, com sentimentos de confrontos e de aniquilamentos dos trabalhos escritos e principalmente de seus escritores. O mesmo aconteceu àqueles que tinham apoiado tais sentimentos, dizendo serem favoráveis a determinadas escritas, contudo, estes últimos foram recentemente envolvidos como sendo uma espécie de agentes dos Estados Unidos da América que só sabem criticar e explorar as pessoas como gados levados ao frigorífico. Ninguém acredita mais nessas farsas que esses homens agentes das maldades trazem como favores aos Nordestinos, minha gente. Os eventuais relacionamentos maléficos dos governantes Brasileiro e dos EUA, provou-se que as armadilhas eram verdadeiras e exactas, e assim, os amados leitores crerão comigo em tudo o que escrevemos e expomos directamente e indirectamente nesse nosso trabalho-estudo. Sou Maurício Augusto dos Santos Freire.’., Lisboa, Portugal.

sábado, 21 de julho de 2018


AMOR É AMAR – VALMIR VIGNOLLI – JESSICA – MAURÍCIO FREIRE.’.
AMAR É VIVER E EXPERIMENTAR A MELHOR COISA QUE PODE ACONTECER NA NSSA VIDA, SOMENTE UM AMOR VERDADEIRO CORRESPPONDE AO CORRESPONDIDO, QUE RECHEADO DE CALMARIAS, AFINIDADES, TRAZ SATISFAÇÃO A MENTE, ALMA E ESPÍRITO, É MAIOR DE TODAS AS EXPERIÊNCIAS HUMANAS QUE SE TORNANDO ENRIQUECEDORA ALGUÉM QUE TEM AMOR PODE VIVER EM AMOR PELO AMOR, PARA O AMOR, ISSO PORQUE, SOMENTE O AMOR VERDADEIRO, HÁ RECIPROCIDADE, CUMPLICIDADE, COMPANHEIRISMO, E HÁ APOIO MÚTUO ETERNIZANDO O AMOR EM AMOR.

QUANDO VIVEMOS O VERDADEIRO AMOR, A NOSSA VIDA FICA PLENAMENTE, E ABUNDANTEMENTE MAIS RICA, MAIS SUAVE, MAIS TOLERANTE, PORQUE, SOMENTE O AMOR PODE TRANSFORMAR VIDAS, ONDE MUITAS PESSOAS TÊM MEDO DE AMAR, PARA NÃO SE TRANSFORMAR, MAS É PRECISO AMAR E MATAR O MEDO, POIS SOMENTE O AMOR REVIGORA, RENOVA E ANIMA E O NOS DÁ FÔLEGO DE VIDA, MESMO QUE ÀS VEZES, A NOSSA VIDA SEJA DURA, PRECISAMOS DE ALGUÉM PARA AMAR E COM QUEM POSSAMOS CONTAR, ASSIM ALIVIA MUITO O PESO DA VIDA POR AMOR, EM AMOR NO AMOR.

AMAR É, PORTANTO, O MAIOR COMPROMISSO QUE CONSCIENTEMENTE DEVEMOS TER PARA COM QUEM AMAMOS, PARA SER AMADO É PRECISO QUERER AMAR, É PRECISO SABER AMAR E FAZER CONCESSÕES, PARA SER AMADO É PRECISO DEIXAR DE OLHAR PARA O PRÓPRIO EGO E ENTENDER QUE HÁ OUTRA PESSOA QUE NOS AMA E ESTÁ A OLHAR PARA NÓS, E MUITAS VEZES OLHANDO COM UM OLHAR MUITO MAIS GENEROSO E AMOROSO QUE PODEMOS IMAGINAR, ASSIM AMAR É UM O GRANDE APRENDIZADO DA VIDA, E COMO DISSE O MESTRE: O MAIOR AMOR E AMAR, AMANDO SE AMA, AMOR.


PREFÁCIO DO AUTOR

Sou Maurício Augusto dos Santos, nasci do dia 11 do mês de março do ano de hum mil novecentos e sessenta e quatro (11/03/1964), na cidade de Macaíba, Estado do Rio Grande do Norte, Nordeste Brasileiro. Sou, portanto, um dos poucos que atingiram este estranho mundo da escrita, no que diz respeito a poesia, música e os livros. Sou autodidacta, portanto, quero deixar claro e vivo que a estruturação gramatical deste livro deixa muito a desejar, mas, quero deixar claro que nunca foi uma preocupação de minha parte apegar-se a gramática, mesmo porque, meus amados leitores saberão entender e me perdoar. Recebi algumas lições formais e informações quanto a estruturação gramatical. Apesar de eu ter formação académica, não quero e não posso discutir gramática, minha escolaridade é boa, mas, não é a melhor. Fui educado de forma rígida e livre, como em todo lar judaico que se presa e se honra. Não era um campo de concentração a nossa casa, mas, as leis internas eram duras e severas, onde aprendi o melhor que podia internamente, com as empregadas, que eram minhas amigas e me adoravam.
Agora, os meus amados pais, faziam de tudo para que todos nós aprendêssemos com a maior segurança e perfeição possível e cabível. É como se fôssemos invadidos como fora previsto pelas colunistas domésticas que se dedicavam incondicionalmente na boa e formal educação de seus patrãozinhos. Por muitas razões ocultei por muitas e muitas vezes chamarem o meu verdadeiro nome e o dos meus irmãos. Lutamos incansavelmente contra todos os tipos e formas de escravidão e opressão. Nasci em um processo crucial em meu país, principalmente em minha região, pois iniciava-se um período de governança militar. O que mais chamava a atenção na época em que nasci é que o comunismo queria dominar todo nosso país, e tudo isso com aval da Igreja Católica, eu sei porque os meus amigos de infância que me contavam que nos países comunistas as pessoas sofriam muito, e se a nossa verdadeira identidade fosse revelada, seriamos perseguidos pelos comunistas. Estivemos em mãos dos comunistas sem sabermos que estávamos, assim como dos capitalistas criminosos que só roubaram e roubam nossas riquezas, sei de tudo isso, por experiência própria o que a tortura pode conseguir com determinadas pessoas. Mas o assunto deste livro nosso trabalho-estudo não é tortura, entretanto, fazemos parte de uma nação amante da paz, do amor, da harmonia, alegria, que há muito tempo é incompreendida pelos nossos governantes.
Assim sendo, queremos esclarecer que algumas das minhas afirmações, segundo me dizem, talvez não sejam acreditadas pelos nossos amados leitores, pois sei que encontraremos muitas e muitas oposições. Devemos entender que duvidar é um direito que assiste a quem ler, mas o Brasil é uma nação que por muito ficou desconhecida do resto do mundo, pois éramos tratados como submundo. O que me chama a atenção, é perceber que o homem que escreve, acerca de outro país, foi escarnecido e destroçado pois a maioria dos leitores não liam com olhares críticos construtivos e sim, com sentimentos de confrontos e de aniquilamentos dos trabalhos escritos e principalmente de seus escritores. O mesmo aconteceu àqueles que tinham apoiado tais sentimentos, dizendo serem favoráveis a determinadas escritas, contudo, estes últimos foram recentemente envolvidos como sendo uma espécie de agentes dos Estados Unidos da América que só sabem criticar e explorar as pessoas como gados levados ao frigorífico. Ninguém acredita mais nessas farsas que esses homens agentes das maldades trazem como favores aos Nordestinos, minha gente. Os eventuais relacionamentos maléficos dos governantes Brasileiro e dos EUA, provou-se que as armadilhas eram verdadeiras e exactas, e assim, os amados leitores crerão comigo em tudo o que escrevemos e expomos directamente e indirectamente nesse nosso trabalho-estudo. Sou Maurício Augusto dos Santos Freire.’., Lisboa, Portugal.


MINHA CANÇÃO, ORAÇÃO – VALMIR VIGNOLLI E MAURÍCIO AUGUSTO.’.
SENHOR SEJA PARA TODO SEMPRE GLORIFICADO O TEU SANTO, INFALÍVEL, IMUTÁVEL, INVENCÍVEL NOME, OBRIGADO POR TUA BÊNÇÃO, GRAÇA E MISERICÓRDIA QUE SE RENOVAM A CADA MANHÃ SUSTENTANDO-NOS E GUIANDO-NOS POR TODOS OS CAMINHOS, SEJA O SENHOR GLORIFICADO.
HOJE E SEMPRE SENHOR, QUERO AGRADECER POR TODAS AS BÊNÇÃOS QUE O SENHOR TEM NOS DADO TODOS OS DIAS, POIS TUDO TEM SIDO MARAVILHOSO E ME SINTO FELIZ, PELO ALIMENTO, CONFORTO, PAZ, POR PELAS PESSOAS QUE AMO E QUE VIBRAM AO MEU REDOR E PRINCIPALMENTE.
ABENÇOA SENHOR, OS MEUS FAMILIARES, MEUS FILHOS, AMIGOS, PARCEIROS, PORQUE TODOS NÓS PRECISAMOS DE TI SENHOR, PERDOA TODAS AS OFENSAS QUE COMETI CONTRA TI SENHOR, ATÉ AQUELAS SEM INTENÇÃO, EU NUNCA QUIS TE MAGOAR SENHOR, SÓ QUERO TE SERVIR.
TE AMO MEU SENHOR, EU TE RECONHEÇO COMO MEU ÚNICO SENHOR, MEU CREADOR, MEU REDENTOR E MEU SALVADOR, ABENÇOA, SENHOR AS PESSOAS QUE JUNTOS CANTAM ESSA CANÇÃO, REALIZANDO OS SEUS SONHOS, DANDO-LHES VITÓRIAS QUE LHE SÃO NECESSÁRIAS E NUNCA PERMITA DESISTIR.
QUE OS NOSSOS NOMES JAMAIS SEJAM APAGADOS DO LIVRO DA VIDA, E QUE, EM TEU PODEROSO, INFALÍVEL, IMUTÁVEL, INVENCÍVEL NOME FAÇAMOS ESTA ORAÇÃO EM FORMA DE CANÇÃO, POIS NASCEMOS PARA TE HONRAR, GLORIFICAR, ADORAR, CONTEMPLAR HOJE E TODA ETERNIDADE.


O LÍRIO – VALMIR VIGNOLLI E MAURÍCIO AUGUSTO.’.
COMO É BOM IR PARA MINHA CASA, ONDE OS LÍRIOS TÊM O MESMO SIGNIFICADO QUE OS LÓTUS, POIS ASSIM SE FIZERAM PARA COM OS POVOS ORIENTAIS, QUE ACOLHERAM DE FORMA SOBRENATURAL A GRANDEZA ASTRAL, OS LÍRIOS SÃO FLORES ESPIRITUALIZANTES, REVELADORAS DA PUREZA E DA CANDURA, SIMBOLIZANDO O PRÓPRIO HOMEM EM ÊXTASE, SIMBOLIZANDO, A MULHER VIRGEM, INTOCADA E PURA, FENOMENAL, ENCANTO, CANDURA, BRAVURA E LEALDADE.
COMO SÃO BELOS OS LÍRIOS QUE REPRESENTAM OS INICIADOS E SÃO DISPOSTOS EM MINHA CASA PARA TRÊS ETAPAS, QUANDO EM SEUS BOTÕES NA FILA SUPERIOR SIMBOLIZANDO OS INICIADOS NOS MISTÉRIOS DE ISIS, QUANDO DESABROCHANDO SIMBOLIZAM OS INICIADOS DE SERÁPIS, COM O SEU ESPLENDOR, E QUANDO OS LÍRIOS ESTÃO PENDENTES, SIMBOLIZANDO OS INICIADOS NOS MISTÉRIOS DE OSÍRIS, QUE DESCERAM AO MUNDO PARA AUXILIAR E ILUMINAR A HUMANIDADE.
COMO SÃO BELOS OS LÍRIOS, QUE SIMBOLIZAM DIVINAMENTE OS TRÊS GRAUS DOS INFALÍVEIS CONSTRUTORES DO TEMPLO APRENDIZES, COMPANHEIROS E MESTRES, QUE EM BOTÔES, OU DESABROCHANDO, OU PENDENTES, ENCANTAM E ACALANTAM O REI, O ORIENTE EM SEU TRONO DE GLÓRIA E PODER, QUE FAZENDO ACONTECER OS MISTÉRIOS ILUMINADOS DA CREAÇÃO CONFIADOS AOS MESTRES ENSINANDO, ABENÇOANDO O MUNDO PROFANO QUE POR NÓS ILUMINADO.
O LÍRIO FORMOSO, QUE EM UNIÃO COM AS ROMÃS, SIMBOLIZAM O CULTO MÍSTICO DA PROCRIAÇÃO, EXALANDO SEU PERFUME, QUE SE MISTURANDO A SUA CANDURA NOS FAZ CRÊR E ESPERAR, E NO SEU RUBOR, REPRESENTANDO O AFRODISÍACO VINHO OBTIDO DAS ROMÃS, COMO REFERIDO NO CÂNTICO DOS CÂNTICOS DO REI SALOMÃO, REVELANDO A EXUBERÂNCIA SEXUAL DO REI SALOMÃO CONVIVENDO COM CENTENAS DE CONCUBINAS E SUAS MULHERES MARAVILHOSAS E PURAS.
MEUS LÍRIOS ENCANTADORES, VOCÊS TRAZEM ESSES SÍMBOLOS QUE CUIDADOSAMENTE E CARINHOSAMENTE COLOCAMOS SOBRE AS COLUNAS J E B QUE SABIAMENTE ALERTAM A NÓS MAÇONS HOMENS E MULHERES, LIVRES E DE BONS COSTUMES, QUE DEVEMOS VIVER EM CONSTANTE HARMONIA, COM O EQUILÍBRIO DA PUREZA E DO PRAZER, ASSIM COMO OS LÍRIOS EGÍPCIOS ERAM DE UMA COLORAÇÃO AVERMELHADA, NÓS BUSCAREMOS NAS MAIS CONSTANTES ALVORADAS ASCENDER.


CLAMAR AO SENHOR – VALMIR VIGNOLLI E MAURÍCIO AUGUSTO.’.
ESTAVA EU ANGUSTIADO, SOFRIDO, DESESPERADO E CLAMEI AO SENHOR, QUE NÃO SE ESQUECESSE DE MIM E DOS POBRES.
CLAMEI A TI SENHOR, PORQUE CONSERVAIS À DISTÂNCIA DE MIM E PERGUNTEI SE ESCONDEIS DE MIM ATRÁS DOS MOMENTOS?
O ÍMPIO É ORGULHOSO OPRIME O POBRE E O NECESSITADO, SÃO APANHADOS EM INTRIGAS QUE ELES MESMOS TECEM.
OS ÍMPIOS SE VANGLORIAM DAS SUAS AMBIÇÕES, E OS AVARENTOS FELICITAM-SE NELES MESMOS, E DESPREZAM O SENHOR.
OS ÍMPIOS NAS SUAS ARROGÂNCIAS PENSAM QUE NÃO HÁ QUEM POSSA CASTIGÁ-LOS, E NÃO SE PERCEBEM QUE DEUS EXISTE.
AS BOCAS E CORAÇÕES DOS ÍMPIOS ESTÃO CHEIOS DE MALDIÇÕES, PERJÚRIOS, MENTIRAS, MALÍCIAS E INIQUIDADES.
OS ÍMPIOS FAZEM EMBOSCADAS JUNTO ÀS POVOAÇÕES E MATAM À TRAIÇÕES OS INOCENTES, POIS SÃO CRUÉIS.

sexta-feira, 20 de julho de 2018


VIVER O HOJE – VALMIR VIGNOLLI E MAURÍCIO AUGUSTO.’.
VIVER O HOJE É TER CHANCE DE QUE PODEMOS FAZER MAIS DO QUE O QUE FIZEMOS ONTEM
VIVER É ACREDITAR QUE A CADA DIA PODEMOS MAIS DO QUE IMAGINAMOS E TORNAR REALIDADE
VIVER O HOJE É BUSCAR NAS PEQUENAS COISAS O VERDADEIRO MOTIVO PRA SER FELIZ
VIVER O HOJE É NUNCA SE DEIXA ABATER POR NADA NEM POR NINGUÉM QUE TENTA NOS FERIR
VIVER O HOJE É CONTEMPLAR O SOL AO NASCER SORRIR MOSTRANDO QUE MAIS UM DIA SE INICIA
VIVER O HOJE É APRECIAR O VENTO LEVE QUE EMBALA NOSSOS SONHOS ATÉ  DEUS FAZER REALIZAR
VIVER O HOJE É TER A CERTEZA DE QUE TUDO SE REALIZOU AO ENTARDECER DE UM DIA FELIZ
VIVER O HOJE É NÃO PERMITIR ESCURECER A NOSSA VISÃO, NÃO DESANIMAR E SER FELIZ
VIVER O HOJE É CONTEMPLAR AS ESTRELAS AO BRILHAR E LOGO MAIS A LUA ENFEITAR A NOITE
VIVER O HOJE É CONTEMPLAR AS NUVENS COBRIREM O CÉU, FECHANDO OS OLHOS E ADORMECER DE PRAZER
VIVER O HOJE É PERCEBER QUE TODOS OS DIAS TERMINAM COMO QUEREMOS, SONHAMO


PERGUNTA DA VIDA – VALMIR VIGNOLLI E MAURÍCIO AUGUSTO.’.
A VIDA ME PERGUNTOU O QUE É SER OU TER UM AMIGO? EU DISSE QUE SER OU TER UM AMIGO É NÃO COBRAR NENHUMA TAXA ADICIONAL DE CARINHO, AFETO, POIS A VERDADEIRA AMIZADE NÃO SE PODE COMPRAR.
ENTRE AMIGOS NÃO EXISTE PAGAS DE PRESTAÇÕES DE SERVIÇOS, ENTRE AMIGOS NÃO SE COLOCA SELO DE GARANTIA, PORQUE A AMIZADE SINCERA JÁ É O SELO GARANTIDOR DO AMIGO PARA O AMIGO.
AMIZADE SINCERA, AMAMOS, RESPEITAMOS, COM LEALDADE, FIDELIDADE CONFIAMOS UM AO OUTRO E NOS DOAMOS DE CORAÇÃO, TORNANDO O TRISTE DIA EM LINDA CANÃO DE AMIGO PARA AMIGO.
NUMA AMIZADE SINCERA MESMO QUE OS VENTOS SOPREM AO CONTRÁRIO E OS VENTOS INTENTEM CONTRA A AMIZADE, NÃO CONSEGUIRÁ DERRUBAR, POIS SÓLIDA ESTÁ NO PRINCÍPIO DO AMIGO.
MESMO QUE O TEMPO TENTE DISTANCIAR OS AMIGOS, JAMAIS CONSEGUIRÁ, MESMO QUE AS OCUPAÇÕES DIÁRIAS OU AS DIVERGÊNCIAS FORCEM AUSENTAR, AMIGOS DE VERDADE JAMAIS SE AUSENTARÃO.
QUANDO SE É AMIGO DE VERDADE NÃO SE É CAPAZ DE ABANDONAR, TRAIR OU MACHUCAR O AMIGO, É POR ISSO QUE A PALAVRA DE DEUS DIZ QUE HÁ AMIGO MAIS CHEGADO QUE UM IRMÃO, MEU AMIGO.
AMIGO UMA DAS VERDADES MAIS LINDAS QUE JÁ CONHECI E QUE JÁ VIVI UM AMIGO, AMO OS MEUS AMIGOS E PELOS MEUS AMIGOS SOU AMADO, HÁ AMIGOS QUE DOU MINHA VIDA A ELE E ELE A MIM.
QUERO TÃO GRANDE BEM AOS MEUS AMIGOS, QUE NEM CONSIGO MEDIR O TAMANHO VALOR QUE TEM UM AMIGO PARA MIM, ASSIM VALORIZO MEUS AMIGOS, ELES FAZEM DE TUDO PRA ME VER BEM.
PORQUE ESTE DOM DE SER AMIGO, NEM TODO MUNDO TEM, SOMENTE AMIGOS TEM AMIGOS E NÃO FOGES DOS AMIGOS PORQUE SÃO AMIGOS, NÃO IMPORTA A DOR A AFLIÇÃO SÃO AMIGOS E IRMÃOS.


ENREDO VALMIR VIGNOLLI E MAURÍCIO.’. E OUTROS
A NOSSA FÉ É A ESPERANÇA DE UM MUNDO MELHOR
O HOMEM SEM FÉ VIVE NA ESCURIDÃO MORRE NO PÓ
CUIDAR DE UM IRMÃO NÃO É SÓ REPARTIR O PÃO
É PARTILHAR A VIDA DE TODO CORAÇÃO SEM DESTINÇÃO
POIS A DOR E O SOFRIMENTO NASCEM DA AMBIÇÃO

O POVO ESTÁ CANSADO DE REMAR CONTRA À MARÉ
PEDE AJUDA DE MÃO CALEJADA SUPERANDO DE PÉ
CONSTRÓI O SEU MUNDO NÃO PERDE A CORAGEM
GUERREIRO VALENTE CAMINHANDO NA LUZ
CARREGA SUA CRUZ NESSA FÉ QUE LHE CONDUZ

MEU DEUS CHEGA DE TANTO TORMENTO E AMARGURA
ESSA DOR QUE AFLINGE PARECE NÃO TER MAIS CURA
PASSA O TEMPO E OS GOVERNANTES A NOS TORTURAR
BUSCAMOS ÁGUA E PÃO PARA NOSSO IRMÃO LUTAR
UMA NAÇÃO DE POLÍTICOS QUE SÓ PENSA EM ROUBAR




CAMINHAR É PRECISO – VALMIR VIGNOLLI E MAURÍCIO AUGUSTO.’.
CAMINHAR É PRECISO SEMPRE, É PRECISO CAMINHAR, AS JORNADAS SÃO PESADAS, É PRECISO CAMINHAR, INDEPENDENTE DE TUDO QUE POSSA ACONTECER, CAMINHAR É PRECISO, PARA NA VIDA VENCER.
CAMINHAR É PRECISO, MESMO QUE SEJA DEVAGAR, O TEMPO É MUITO IMPORTANTE, AO LONGO DESTE CAMINHAR, A VIDA, NA AINDA É MELHOR IR MESMO QUE DEVAGAR JAMAIS DESISTIR, JAMAIS PARAR.
CAMINHAR NA VIDA É MELHOR DO PARAR, ASSIM COMO UM CONTA-GOTAS QUE JAMAIS PODE SECAR, NA VIDA É DESTA FORMA É PREFERÍVEL ANDAR, MESMO LENTAMENTE, ANDAR E NUNCA PARAR.
NUNCA DESISTA DOS SONHOS, NÃO DEIXE QUE O DESÂNIMO TOMAR CONTA DE VOCÊ, CONVIDANDO VOCÊ A PARAR, OU QUEM SABE DESISTIR, QUEM CAMINHA SEMPRE ALCANÇA MESMO QUE DEVAGAR.
UM DIA CAMINHANDO CHEGAREMOS LÁ, SE NÃO TIVERMOS FORÇA DE VONTADE PARA SEGUIR, VEREMOS A VIDA ACABAR, NOS EMPURRÕES DA VIDA, CONVIDADOS AO PROGRESSO JAMAIS PARAR.





PEDIDO DE ORAÇÃO – VALMIR VIGNOLLI E MAURÍCIO AUGUSTO.’.
QUEREMOS EM ORAÇÃO PEDIR AO SENHOR NOSSO DEUS, O TODO-PODEROSO, QUE DERRAME SOBRE NÓS O BÁLSAMO DA PAZ, DO AMOR E DA PROTEÇÃO, INUNDANDO COM SUA LUZ AS NOSSAS VIDAS ATRAVÉS COMO FONTES DE ÁGUAS VIVAS E PERENES.
QUE O TODO-PODEROSO CURE TODAS AS NOSSAS DOENÇAS E ENFERMIDADES DESCOBERTAS E ESCONDIDAS, QUE ESTAS BÊNÇÃOS SEJAM SOBRE TODOS OS NOSSOS PARENTE E AMIGOS, A PALAVRA DE DEUS DIZ QUE QUANDO ORAMOS ABENÇOAMOS POR ISSO TE ABENÇOO.
ABENÇOU MEUS AMIGOS E SEJAM TODOS ABENÇOADOA, HOJE E SEMPRE, DIAS DE BÊNÇÃOS, ABENÇOO VOCÊ DE TODO O MEU CORAÇÃO, ABENÇOO SUA VIDA, SUA SAÚDE, SUA CASA, SUA FAMÍLIA, SEU TRABALHO, SUAS FINANÇAS E PROJETOS, EM NOME DE DEUS.


AMIGO TEMPO – VALMIR VIGNOLLI E MAURÍCIO AUGUSTO.’.
AO LONGO CURSO DE NOSSA VIDA TEMOS MUITOS ACONTECIMENTOS BONS E RUINS, HÁ MOMENTOS QUE SUFOCAM E ENTRISTECEM, ATORMENTAM E TRAZEM DORES. HÁ AMIGOS QUE VÃO E NÃO VOLTAM MAIS, HÁ AMIGOS QUE CHEGAM NÃO SAEM MAIS, HÁ AMIGOS QUE INDEPENDENTEMENTE DE TUDO PERMANECEM A NOS OCORRER.
MAS, O AMIGO TEMPO É INSEPARÁVEL, ESTE SIM, NÃO NOS ABANDONA JAMAIS, FAÇA CHUVA OU FAÇA SOL, COM NOSSO AMIGO TEMPO VAMOS SUBINDO E DESCENDO AS ESCADAS DA VIDA, ENTRE SOLAVANCOS E TROPEÇOS, TENDO SOBRE AS LUTAS VITÓRIAS E NOSSO AMIGO TEMPO SEMPRE PERMANECE AO NOSSO LADO.
NÃO ESPEREMOS MILAGRES DO TEMPO, NÓS TRAÇAMOS NOSSOS OBJETIVOS, AO TEMPO COMPETE SOMENTE FAZER GERMINAR NOSSAS SEMENTES EM NOSSAS PLANTAÇÕES, NO TEMPO E NA SUA AUTO-DETERMINAÇÃO CAMINHEMOS SEMPRE EM DIREÇÃO A DEUS, QUE ESPERA MUITO DE CADA UM DE NÓS, PORTANTO NÃO DECEPCIONEMOS.