Em
um instante, percebi que eu já não estava sozinho, pois em meio a vegetação
surgiu um jovem de aparência nativa, que passava sozinho e quase nu, e que, se
aproximando do senhor negro e velho, que estava a dormir um sono profundo e
rocando muito, notou que aquele senhor negro e velho que estava adormecido
tinha sobre seus peitos um livro entre-aberto. Tendo a curiosidade em observar
aquele jovem, percebi também, que ele olhava com um semblante admirador para
aquele senhor negro e velho dorminhoco. De repente, o jovem adiantou- se e, com
suas longas e magras pernas e ágeis dedos de seus pés, aquele jovem alcançou e
levantou o livro e, com a perna dobrada, logo conseguiu transferir o livro para
uma de suas mãos, e segurando cuidadosamente o livro do lado oposto ao do senhor
negro e velho que se encontrava adormecido, o jovem se afastou com ares
inocentes e com a maior felicidade deste mundo. Esta era a sua aparência e
assim eu pude perceber e enxergar.
De
repente, lá se vai o jovem para dentro de um pequeno bosque, levando consigo o
livro do senhor negro e velho, que continuava dormir seu sono profundo. Depois
de curtir um sono profundo, com roncos que de longe se ouvia, o senhor negro e
velho, voltou a ver e contemplar a luz do sol, chegando a abrir os seus braços
como se estivesse agradecendo ao Creador por ter colocado toda aquela maravilha
de ilha em suas mãos, onde poderia desfrutar de um longo trecho de areias
brancas e reluzentes, que pareciam diamantes reluzentes. O que mais me chamava
a atenção, era ouvir os estrondosos sons das ondas que soavam em nossos
ouvidos, embora aquele senhor negro e velho nem notasse estrondos, ou se
notasse não fazia caso, pois era aquela a sua vida e, não tinha como mudar os
cenários naturais. Os sons das ondas nas prais e nos rochedos em volta da ilha,
promoviam ruídos de todas as formas, todos os dias e noites. Os canto dos
passaros, zumbidos dos insetos e os cantos das cigarras eram como uma íntima
manifestação da vida daquele senhor negro e velho, e, como tal, nem os notava
ou se notava, não os incomodava.
De
repente, lá se vai o senhor negro e velho, remexendo as brancas areias finas
com os dedos dos pés, pois apresentava semblante de que havia sempre esperanças
notáveis de desencavar tesouros lendários, ou uma moeda que supostamente
estavam enterrados na ilha. Havia, portanto, uma longa e estreita faixa de água
separando a praia de uma restinga onde se misteriosamente em dimensões e
medidas exatas se elevavam três árvores solitárias, cada uma de espécie
diferente de árvore frutífera. Vendo e enxergando, aquelas maravilhas naturais,
percebi que aquele senhor negro e velho vivia vagando sem grandes preocupações
naquela ilha, e que, por suas longas e magras pernas, logo atravessou o curso
de água e dirigiu-se para o espaço entre as três árvores. Interessante que, cuidadosamente,
aquele senhor negro e velho, se deitou e cavou um buraco para ajeitar o seu
corpo magro e assentuado, e livremente, apoiou sua cabeça comodamente contra a
raiz de uma das árvores e olhou para o livro que havia sido surrupiado do
senhor negro, velho, dorminhoco pelo jovem nativo e depositado cuidadosamente
sobre a raíz da árvore em que, o senhor velho e negro agora apoiava sua cabeça.
Foi então, que eu percebi, entendi e reconheci que nossa vida neste mundo é tão-somente
passageira, e que, devemos observar atentamente nossos passos e caminhos, pois
quando menos esperarmos, nosso tempo e permanência aqui acaba e temos que
partir.
Interessante
como os sers humanos são e se comportam, pois aquele senhor velho e negro,
mesmo sabendo que estava praticamente sozinho, sempre e cuidadosamente, ele olhava
em volta para certificar-se de que ele não estava sendo observado e que, não
havia ninguém seguindo. Vendo que tudo estava em paz, o senhor velho e negro tornou
a se instalar e passou uma das mãos pelos cabelos brancos, enquanto, com a
outra mão o senhor velho e negro folheava o livro sem nenhuma coordenação, ora
nas primeiras páginas ora nas páginas finais, onde lendo rapidamente promovia
sorrisos largos e felizes, depois de alguns minutos o senhor negro e velho, virou
o livro e examinou o retrato que estava estampado na capa com olhos cerrados,
franzido a testa e lambendo os lábios apertados, murmurando coisas que eram incompreensíveis
para mim mesmo.
De
repente, o senhor negro e velho, coçou a virilha e puxou as suas calças surradas
para ficar mais a cômodo e assim poder deitar sossegado, e, apoiando seu corpo sobre
seu cotovelo esquerdo, foi observando página por página do livro da vida e
começou a ler, promovendo de vez em quando fortes gargalhadas. Compreendi, que
tuda essa experiência, eram formas de pensamentos, ou quem sabe até mantras, percebi
que quando agimos assim a vida fica bem melhor para se viver, e quem sabe, poderíamos
fazermos das nossas vidas algumas formas de pensamentos que nos unice mais e
mais com a natureza e assim contemplaríamos a vida como ela deve ser, podendo
nós fazermos tudo o que quiséssemos fazer.
O
que mais me chamou a atenção e continua a chamar é que, os cantos mais sombrios
da vida, biblioteca, sala, quarto, florestas, ilhas etc., exalavam e exalam uma
atmosfera de santidade e perfeição. Temos por certo, de que, tudo estava
quieto, exceto na grande cachoeira que descia como um véu de noiva sobre as
pedras, onde as águas crepitavam-se. De vez em quando um jato de vapor saltava
e sibilava raivosamente contra as pedras, vapor gerado pela umidade da queda
dágua ainda em descida livre e bela da cachoeira. Era, portanto, o impacto das
águas contras as rochas que irrompia pequenas explosões, produzindo um repuxo
de jatos dágua, que se misturavam com a luz bruxuleante dando uma sensação
estranha à plataforma da cachoeira, causando uma sensação de profundos mistérios
e encantos.
Em
um dos lados da cachoeira havia uma pedra enorme que mais parecia um trono, com
aparência cômoda e de segurança profunda, esta pedra e trono posicionava-se
como se estivesse de costas para a praia, e ao lado da grande pedra havia um
raio de luz que mais parecia uma lâmpada de pé antiquada, feita de hastes de ouro,
bronze ou latão, de onde emanava uma suave e encantadora luz envolvendo os
vapores dágua que emanava da cachoeira, ficando visível por alguns minutos, e
em processo de diminuição logo depois desaparecia da nossa vista, devido aos
obstáculos causados pelas contradição dos raios de luzes do sol e os espelhos
das águas.
Podíamos
ouvir a uma grande distância o repicar de um pica-pau, um repicar lento,
seguindo-se logo a barulheira de araras e papagaios, causando a maior
algazarra, onde podíamos ouvir como um ruído de uma porta a se abrir, logo
depois um ruído ôco, quando a porta se fechou, mas, isso em uma espaço curto de
tempo. Em seguida, soaram os sons de cantos de pássaros semelhantes ao coral de
vozes masculinas se misturando sonoramente com as vozes femininas. Esse barulho
ontinuou por um espaço de tempo um pouco mais longo, que de vez em quando, era seguido
por leves ruídos de animais rastejando ou caminhando por sobre as folhas, surgindo
em seguida, um novo silêncio, que se perturbava a seguir por vozes que pareciam
murmurar incompreensíveis cantos, embora parecesse muito bem ensaiados.
Enquanto,
observávamos os pássaros cantarem como orquestras sinfônicas, de repente surgiu
do nada um ser espiritual de vestes escuras que se abaixou para apanhar o livro
que se encontrava nas mãos do senhor velho e negro, e pegando o livro abriu-o
com muito cuidado e zelo em uma página denominada página da vida. Merece
lembrarmos que meticulosamente, aquele ser espiritual colocou ali na página da
vida um marcador de livros e, com sinal de muito respeito, depositou o livro nas
mãos do senhor velho e negro. Interessante, ainda, observar é que, aquele ser
espiritual ficou ali ao lado do senhor negro e velho por alguns minutos, de pé
e de mãos cruzadas, franzia a testa como se estivesse admirado com algo em
relação ao senhor velho e negro, e depois de ter atentamente observado todo
aquele cenário, o ser espiritual ergueu-se, ficou de pé, e em um sinal de
reverência se ajoelhou diante de um enorme crucifixo que aparecera
misteriosamente, entretanto, sem nenhuma imagem pregada no crucifixo. Assim sendo,
o ser espiritual que estava ajoelhado perante o crucifixo, apresentava-se de
mãos postas e unidas, e com a cabeça abaixada, fez uma oração em voz alta, numa
língua totalmente extranha e que não conhecemos, e que, nesta oração, o ser
espiritual estava suplicando uma orientação de vida ao Grande Arquiteto do
Universo. Após, fazer aquele momento de orações, contemplações e adorações, o
ser espiritual se levantou, foi até cachoeira e colocou as maõs para aparar as
águas que caiam suavemente em forma de vapor, o que, por alguns minutos, o ser
espiritual ficou agachado ao lado da cachoeira, a cabeça metida entre as mãos e
molhando naquelas águas como em sinal de batismo e renascimento espiritual.
O
que mais nos chamou a atenção, foi quando o ser espiritual, com um impulso
repentino, bateu bem forte com a mão direita na coxa e se levantando de um
salto de felicidade, atravessando rapidamente o pequeno vale aparentemente escuro
por trás da cortina dágua e, dirigiu-se para uma árvore escondida nas sombras
da cachoeira. Interessante ainda, é enxergarmos que em um movimento muito rápido,
o ser espiritual começou a puxar um imenso cordão e naquele canto da cachoeira
foi inundado de uma intensa luz e apesar de estar próxima da queda dágua,
aquela luz era quente. O ser espiritual puxou um pedaço de árvore, uma espécie
de tronco e utilizou como uma bancada para se assentar e, como se abrindo a
tampa de uma escrivaninha, permanecendo sentado em seguida começou a escrever
com o dedo indicador. Por alguns minutos o ser espiritual ficou ali sentado, escrevendo,
e olhando sem expressão para a folha de papel que acabara de colocar à sua
frente, como se estivesse a ignorá-la. Devemos lembrar que, o ser espiritual,
ainda muito distraído, estendeu a mão direita para pegar o livro que estava ali
ao lado e, com ares de aborrecimento um forte brado exclamou, e o ser
espiritual, não se contentando se levantou e foi pegar um outro livro que
deixara sobre a grande pedra que usava como uma espécie de mesinha ao lado da
cachoeira.
O
ser espiritual, de forma um tantoquanto estranha folheou o livro da vida até
encontrar o que provavelmente estava procurando, e sorridente bradou: encontrei
o endereço que tanto procurava, e pegando um envelo rapidamente o endereçou conforme
escrito no livro da vida e com ares de contentamento ficou ali sentado a
observar a cachoeira, e com os dedos tocando a pedra, sorridente classificava
os seus pensamentos, imaginando como se estivesse a compor frases ou músicas,
era o que se dava para imaginar, pois assim, o ser espiritual desejava usar,
logo a pouco, o ser espiritual começou a escrever e tudo ao seu redor ficou
quieto, passaros, animais, e o que se podia ouvir era o som da cachoeira e o
roçar da sua pena riscando as folhas do livro da vida, agora manifestado na
rocha, e um leve toque do seu coração, como se fosse o tique-taque de um
relógio de um relógio de parede.
Assim
sendo, acreditamos que somente aqueles que seguem a forma ideal conforme o
livro da vida, sem ser escravo de religião podem obter a salvação e a redenção por
meio único e exclusivo da pessoa de Yehoshwa Hamashiach. Crendo nisso, podemos
confiar tal qual quando dos momentos de ensinamentos de Yehoshwa Hamashiach
dados aos Seus discípulos, que de forma e maneira igual recebemos hoje através
das Escrituras Sagradas. Particularmente eu creio nisso tudo que nos revelam as
Escrituras Sagradas, mesmo porque, quando estamos dentro de uma congregação
seja ela judaica, muçulmana, cristã, budista, somos tocados por sentimentos de
intimidades com o Grande Arquiteto do Universo. Entretanto, quando alguém fica sozinho,
nas trevas da noite, e não há ninguém para fazer companhia ou vigiar as suas
reações, pensamentos, certamente essa pessoa fica imaginando coisa que pode ou
não existir. Estaremos, portanto certos de nossas crenças e convicções
espirituais se por ventura nossos sentimentos forem alicerçados nas Escrituras
Sagradas e sejamos guiados pelo Espírito do Grande Arquiteto do Universo. Não
temos nenhum poder para afirmarmos quem será ou não salvo, mesmo porque, não
são as religiões, que salvam, e sim o redentor e salvador Yehoshwa Hamashiach,
pois todas as filosofias contrárias as Escrituras Sagradas serão todas falsas,
serão obras dos nossos opositores e adversários. Quando não damos atenção
devida as escrituras Sagradas, estaremos adimitindo que outras crenças tenham
espaços em nossas vidas no caminho da salvação, porém, se não corrigirmos,
estaremos todos errados. Sabemos que nossos livros sempre nos esclareceram
muito e permitiram que resolvéssemos grande parte das nossas dúvidas no que diz
respeito das coisas espirituais que nos envolvem e, gostaríamos de saber se poderíamos
responder a algumas perguntas, que fazemos para nós mesmos, pois isso é de suma
importância para que sejamos iluminados mais e sejamos mais e mais fortalecidos
em tudo aquilo em que cremos.
Com
cuidado e zelo, aprendemos e assinamos o Nome de Yehoshwa Hamashiach. Com todo cuidado
e zelo, devemos introduzir os nossos conteúdos que nós com todos os esforços e
sabedoria aprendemos, e envelopar no mais íntimo de nosso ser, isso porque,
quando um pensamento diferente nos ocorreu, sabemos como reajustar tudo e
colocar novamente nos trilhos da vida, quase que, como um sentimento de culpa,
desdobraremos os envelopes da vida e acrescentaremos sempre um pós-escrito, que
nem sempre somos nós que escrevemos, pedimos sempre, pela honra dos nossos
mestres, como dedicamoso a nossa própria crença em Deus, como Creador de todas
as coisas, visíveis e invisíveis, que não mencionamos nomes de homens co o
heróis, isso porque, nosso herói é Yehoshwa Hamashaich, nem escrevemos
recomendando quem quer que seja, pois tudo isso entendemos como contrário aos
regulamentos de nossa Ordem. Apôs escrever algumas coisas, além de suas
iniciais, percebemos que a tinta secou e depois o ser espiritual colocou a
carta dobrada dentro de um envelope já usado, selando-o após molhar as bordas
com a sua própria saliva. Percebemos que após essas cenas, que mais parecia uma
peça teatral, o ser espiritual remexeu seus papéis até que pôde encontrar o
livro da vida, e que, neste livro da vida, o ser espiritual consultou o postal espiritual
para o Paraíso. Percebemos, também, que o ser espiritual procurando à sua volta
mecanismos que trouxesse a memória algo que convencesse ser aquele o momento e
lugar para que se manifestasse o Podero dos céus, assim o ser espiritual conseguiu
achar os selos da vida, os mesmos que estão escritos em suas validades de poder
e perfeição, selados na terra, selados estão nos céus, que foram colados no livro
da vida, para que fosse guardado então cuidadosamente todas as cartas nas páginas
do livro da vida que representa nossas vestes espirituais.
Posso
fazer muitas coisas pelos meus irmãos e meus semelhantes, bem como posso fazer
muitas coisas para o meu mestre e senhor, pois assim eu pensei, não, que eu
seja obrigado a fazer, entretanto, sabiamente, o mestre e senhor respondeu que
não era necessário fazer absolutamente nada por ele, mesmo porque, como um bom
professor que era, e sendo ainda bem mais velho que todos nós seus subordinados,
o mestre e senhor estava mesmo era com vontade de dar uma volta pelas campinas,
para fazer um pouco de exercício físico e mental, mesmo porque estava precisado,
o que pretendemos apenas dar uma volta até cumprir o objetivo principal,
conhecer a natureza como ela é, mãe e amiga.
Atentamos
para o encontro dos seres e percebemos que trocaram cumprimentos com gestos,
toques e sinais milenares, e que, após
todos os cumprimentos tratativas, cada um seguiu seu caminho, saindo o ser espiritual
como mestre e professor daquele edifício de pedras acinzentadas, manchadas pela
ação do tempo. Lentamente, o ser espiritual, o mestre foi andando pelo caminho,
com as suas mãos cruzadas segurando o crucifixo, aparentemente murmurando, e
sozinho seguia, como era hábito dos mestres que fielmente segue uma Ordem
Iniciática.
Não
podemos esquecer de que todos nós aquela trilha principal, entretanto,
necessitamos encontrá-la, e logo depois que a encontramos, podemos então
contemplar no entroncamente as três árvores da vida. Interessante, é que, as
pessoas que passam pelo entrocamento cumprimentam respeitosamente as três
árvores da vida, como se estivessem agradecendo por algo miraculoso. Como é bom
termos experiência na vida, e como é bom o conhecer dos anos. Foi o que eu vi e
sentir naquele velho negro, pois apesar de sua aparência surrada pelos anos,
ele era um excelente professor, que em suas caminhadas pelas trilhas até chegar
à cachoeira, ele parirava sempre no enroncamento das três árvores da vida e colhia
alguma coisa como se estivesse numa caixa de coleta de cartas dos Correios. É
fato, que ali era sem sombras de dúvidas a maior e melhor caixa de correios,
pis dalí ele tirava todas as correspondências espirituais que necessitava para
viver, suprir e alimentar sua espiritualidade. Em nenhum momento, percebemos
aquele velho, negro, professor se sentindo culpado de alguma coisa. Percebemos
que o velho negro professor olhava sempre a sua volta para ver se havia alguém
de sua Ordem por perto para receber instruções, isso porque, o velho negro
professor, estava sempre disponível, disposto a ensinar. O velho negro
professor, percebendo que estava tudo em perfeita justiça e ordem, tirou das árvoes
as cartas da vida que estava a espera, e logo, colocando-as dentro das suas
vestes e saiu saltitante, parecendo uma criança. Com largos e profundos suspiros
o velhom negro professor herguia as mãos aos céus e dava glorias e mais glórias
como se estivesse aliviado por ter cumprido uma missão impossível aos olhos
humanos, então, virou-se novamente ao oriente reverenciou as três árvores da
vida e voltou por onde viera, ao pé da cachoeira, como se estivesse de volta ao
seu gabinete particular, novamente ao lado da cortina de água da cachoeira, que
como uma luz bem velada iluminando o livro da vida que estava nas mãos do velho
negro professor, que soridentemente voltou ler até altas horas. Interessante é
que, o velho negro professor, nunca fechou o livro da vida, colocando sempre o
livro aberto sobre seu peito, ao término de cada leitura. Interessante, ainda,
é que, o velho negro professor depositava o livro da vida sobre seu peito, como
se o estivesse trancando-o num armário rigorosamente seguro. Jamais aquele
homem ia embora, isso porque, aquela ilha era a sua cela ao ar livre, o que murmurando
sempre consigo mesmo dizia: Eu que devo crer somente no autor e consumador da
vida. Foi o Eterno nosso Deus que me deu o Livro da Vida.
O
céu naquela ilha, mesmo quando nublado poderíamos dizer que estávamos contemplando
sombriamente o dia junto com a noite daquela, que não havia medo, nem de dia e
nem de noite, pois quando estávamos na companhia do velho negro professor, a
ilha era como uma Oficina de ensino e aprendizado. As chuvas e os ventos varriam
as veredas e caminhos como se fossem ruas e avenidas, interessante que as
pessoas que transitavam não pareciam estar apressados, sempre com ares bons e
alegres, pois quando sol ou chuva, elas seguravam sempre seus guarda-chuvas com
segurança contra os ventos e chuvas. As luzes daquela ilha era natural. De dia
contávamos com o sol e de noite com a lua e as estrelas. As pessoas se apressavam
para executarem seus trabalhos em suas casas, para manter sempre tudo em ordem,
e poderem sempre estar no entroncamento para receberem instruções do velho
negro professor. Não havia transportes, ônibus, carros, trens passando roncando
e perturbando a ordem e quebrando o silência, espalhando água pelas veredas, as
pessoas da ilha não tinham necessidades para evitar os chuveiros, pois tudo se
fazia harmonia, aconchego, paz. Nas trilhas que funcionavam como verdadeiras
calçadas, todas levam sempre as pessoas para que ficassem diante da Lojas a céu
aberto, que era o entroncamento, onde se encontra as três árvores da vida. As
pessoas não se amontoavam em grupos, pois tudo ocorria de forma natural, pois
cada um segundo o seu grau de elevação seguia livremente e ocupava seu lugar,
seu espaço. Todos esperavam que chegassem seus conselheiros, e por fim,
esperavam sempre alegres e contentes o velho negro professor. Todos corriam sem
alvoroço para chegar bem e com tempo para meditar, e, quando aparecia um conselheiro
era uma verdadeira festa, depois voltavam todos para as suas casas, não havia desapontamentos
entre os moradores daquela ilha. Não haviam placas mostrando nomes ou números,
todos naquela ilha iam para suas casas e para o entroncamento, esse era o
trabalho.
Em
nossas andanças pela ilha, percebemos e enxergamos que o entroncamento que
contém as três árvores do conhecimento é o coração mundial, terreno, da medicina
natural, bem como dos ensinamentos infalíveis, imutáveis da espiritualidade. Homens
novos, adultos e velhos caminhavam lado a lado com um homem alto, magro, branco
e de cabelos grisalhos, juntos caminhava de um lado para outro, como se
estivessem inquieto, e todos vestiam aventais de pele de animal, e caminhavam
em direção ao entroncamento para ter com o velho negro professor e receberem
isntruções. Andavam sem parar de um
lado e para o outro, iam e vinham, sempre com as mãos cruzadas nas costas, a cabeça
voltada para os céus, e a mão direita sempre sobre o peito. Depois de tantas
idas e vindas, como se num impulso, se prostraram com seus rostos sobre uma
poltrona enorme de couro, aparentemente bem estofada e começaram a rezar, foi
quando o velho negro professor tirou o livro da vida já aberto de sobre o
peito, folheou-o, rapidamente, até
chegar ao trecho que procurava. Interessante, que o texto que o velho negro
profesor procurava, era um trecho sobre a aura humana. E o velho negro
professor leu e releu e o releu de novo, até dar aquela gargalhada forte,
porém, encantadora. Por algumas horas todos ficaram olhando para o velho negro
professor e, depois, batiam suavemente
com as mãos na cabeça como se reverenciassem algo sobrenatural. O velho negro
professor, tomando uma resolução, se levantando, ficou de pé e disse em bom e
suave tom: “se querem viver, devem morrer para esta vida fútil e inválida.
Busquem o conhecimento. Vivam nada verdade. Andem na verdade. Purifiquem a sua
espiritualidade. Não se contaminem com as coisas vãs deste mundo. Sejam vocês
mesmos. Não se deixem levar por vãs filosofias. Temos um Pai, que creou os céus
e a terra e tudo quanto neles há”. Após proferir estas poucas palavras, o velho
negro professor saiu como se apressadamente do meio daquela multidão e se
concentrou no centro do entroncamento entre as três árvores da vida, como se
estivesse ido para seus aposentos. Tendo chegado ao centro do entroncamento, o
velho negro professor, abriu os braços, hergueu aos céus e disse: “O Grande
Arquiteto do Universo, nos trouxe até aqui, para que todos nós, reconhecêssemos
o Seu Senhor, Poder e Glória, façamos todos juntos”. Ao proferir alegremente
estas palavras, foi como se o velho negro professor trancasse uma grande porta
cuidadosamente e, todos satisfeitos falavam linguas diferentes e de
felicidades. Aquele lugar funcionava verdadeiramente como uma grande sala de
aula.
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