Somos conhecedores de
que nós não paramos de pensar, quando fechamos os olhos, meso porque, os nossos
pensamentos estão onde quer que nós nos concentremos, pois pensamos sempre onde
quer que nos concentremos, pois, este facto que parece simples e elementar pode
ajudar-nos a sairmos dos nossos corpos e entrarmos no astral, podendo ajudar os
nossos corpos astrais a vagar tão livres quanto a brisa, pensemos atentamente
nisso, releiamos estas páginas, todas estas palavras são edificadoras, e pensemos
profundamente sobre os pensamentos, pensemos como os pensamentos muitas das vezes
nós os detemos, porque pensamos tão-somente nos obstáculos, pensamos nos medos
que nós não conhecíamos. Podemos, por exemplo, termos estado sozinhos em casa
ou no trabalho, à meia-noite, enquanto a ventania uivava lá fora, onde podemos
termos elevados nossos pensamentos em ladrões, termos imaginações alguns seres
ocultos por trás de uma cortina, prontos para nos atacar, o que, reconhecemos
que, os pensamentos, em tais casos, podem causar muitos malefícios, pensemos e
reflictamos mais e mais sobre os nossos pensamentos, pois assim pensaremos
confiantes e seguros.
Quando estamos com dores
terríveis de dentes e, com relutâncias, vamos ver o nosso dentista, e quando
chegamos perante o nosso dentista ele olha para nós e diz que precisamos
extrair um ou mais dentes, e nós temos medo de que isso possa doer, então, sentamos
na cadeira do nosso dentista, tomados pelos medos, cheios de medos a imaginando
tão-somente as dores, e assim que o nosso dentista apanha a seringa para dar
uma injecção de anestesia, automaticamente nos contraímos, até mesmo empalidecemos,
isso porque, temos em nosso consciente a certeza de que vai doer, temos a
certeza de que vamos sentir aquela agulha entrando, e aquando o nosso dente
estiver a sair, estará todo ensanguentado, talvez receamos que vamos desmaiar
com o choque, de modo que assim é que estamos alimentando os nossos medos, e
fazemos com que o nosso dente doa cada vez mais, pensando e concentrando todo nosso
poder de focos, de pensamentos naquele lugar, antes ocupado tão-somente pelo
dente. Entretanto, reconhecemos que toda a nossa energia se acha dedicada a
fazer com que esse dente doa ainda mais, agora, quando pensamos despreocupadamente,
os nossos pensamentos, estão, então, na nossa cabeça, sabemos disso, porque podemos
senti-los ali, pois nossos pensamentos encontram-se no lugar no qual nos
concentramos, e nos focamos. Os nossos pensamentos estão dentro de nós apenas
porque pensamos em nós mesmos, e porque julgamos que os nossos pensamentos devam
estar dentro de nós mesmos, além de tudo, os nossos pensamentos acham-se onde
quisermos que eles estejam, os pensamentos estão nos lugares aonde ordenamos
que eles tenham que ir. Examinemos, portanto, mais uma vez essa nossa
afirmação, a de que os nossos pensamentos estão onde concentramos e focalizamos.
Não podemos e não devemos esquecer de que no calor de uma batalha, guerreiros
levam tiros ou golpes e não sentem nenhuma dor por algum tempo, talvez nem
sequer tenham tomado conhecimento de que se encontravam feridos, e somente
quando dispuseram de tempo para pensar nos fatos é que passam a sentir dores, e
talvez tenham entrado em colapso com o choque daí decorrente, entretanto, os
pensamentos, as razões, e os medos são os freios que reduzem as marchas das
nossas evoluções espirituais, são apenas os ruídos fatigados das máquinas que
se desaceleram, distorcendo as ordens do eu superior. Os seres humanos, quando
se desembaraçam dos seus próprios medos e restrições estúpidas, poderiam ser
quase um super-ser-humano, com poderes muito mais aumentados, tanto musculares
quanto mentais, pois um ser humano franzino e tímido com desenvolvimento
muscular inteiramente insignificante desce da calçada e vai atravessar uma rua
com um intenso tráfego, e os seus pensamentos estão distantes, muito distantes,
talvez nos seus negócios, uma buzinadela repentina de algum veículo que se
aproxima, e o homem sem pensar dá um salto, voltando à calçada, numa pirueta
prodigiosa que, normalmente, seria inteiramente impossível até mesmo para um
atleta bem mais treinado, entretanto, se esse homem tivesse ficado embaraçado
pêlos processos dos seus pensamentos, teria agido tardiamente e o carro certamente
o teria atropelado, o que, enxergamos que a falta dos pensamentos permitiram ao
eu superior, sempre vigilante, galvanizar os músculos com uma descarga de
substâncias químicas tais como a adrenalina, que fizeram o cidadão saltar muito
além de sua capacidade normal, permitindo naqueles momentos um surto de
actividade para além da velocidade do pensamento consciente, isso ocorre graças
a interferência do eu superior que impulsiona o pensamento a pensar o
pensamento devido e correto.
Não podemos e não
devemos esquecer de que basicamente no mundo ocidental, ensinaram de forma
universalizada à humanidade que os pensamentos, as razões distinguem os seres
humanos dos animais irracionais, entretanto, entendem-se que os pensamentos
incontrolados fazem com que os seres humanos se situem bem abaixo de muitos
animais, mesmo para a viagem astral, os gatos, para darmos apenas um exemplo
simples, podem enxergar coisas que os seres humanos não enxergam. Podemos
garantir que a maioria das pessoas já tiveram algumas experiências com animais
que olham para um ser oculto qualquer, um fantasma e têm percepção de
incidentes muito antes que os seres humanos comecem a percebê-los, isso porque,
os animais usam um sistema diferente das razões e pensamentos humanos. Nós,
então, podemos fazer o mesmo que os animais, em primeiro lugar, temos de
controlar os nossos pensamentos, temos de controlar todas essas pontas soltas e
cansativas dos nossos pensamentos que chamamos de ociosos, que constantemente
passam pelas nossas mentes. Sentemos em algum lugar, onde fiquemos cómodos,
onde possamos descansar completamente, e aonde ninguém venha nos perturbar, mantenhamos
sentado, ociosamente, por alguns momentos, pensando e observando apenas nos nossos
pensamentos, vendo como nossos pensamentos continuam a se apresentar
sub-repticiamente na nossa consciência, cada qual berrando a pedir atenção,
aquela briga com o camarada no escritório, as contas por pagar, o custo de
vida, a situação mundial, aquilo que gostaríamos de dizer a seu empregador, ponhamos
tudo isso de lado e imaginemos visualizando estarmos sentados num quarto
completamente escuro, na cobertura de um arranha-céu, e que, à nossa frente há
uma grande janela, coberta por uma cortina negra, cortina essa sem feitio ou
padrão, com nada que possa representar uma distracção, assim sendo, concentre-se
nessa cortina e continuemos a imaginar e a visualizar. A antes de continuarmos,
asseguremos de que não ocorrem pensamentos alguns na nossa consciência que é
essa cortina negra e se algum quiser intrometer-se, empurre-o de volta, mandemos
embora, que se retire imediatamente, pode fazê-lo, trata-se apenas de uma
simples questão de prática. Por alguns momentos, os nossos pensamentos tentarão
tremelicar à volta dessa cortina negra, pelo que nós os faremos sempre recuar,
fazendo-os ir à força, seguida, voltemos a nos concentrar sobre a nossa cortina
e visualizemos a levantá-la, de modo a que possamos espiar tudo que esteja para
além da cortina, e mais uma vez, quando fitarmos essa cortina negra e
imaginária, descobriremos que toda espécie de pensamentos estranhos tende a
intrometer-se, procurando abrir caminho às forças, chegando ao foco de nossa
atenção, façamos recuar, empurremos de volta com esforço consciente, recusemos
a permitir que tais pensamentos se intrometam, sabemos que já dissemos isso
antes, mas estamos procurando fazer com que entendamos bem. Quando conseguirmos sustentar algumas ausências de pensamentos
completas com meditações, mesmo que por um curto período de tempo, notaremos
que há uma espécie de estalo, como se um pedaço de pergaminho fosse rasgado, e
conseguiremos ver, bem distante deste mundo comum àquele em que diariamente
percepcionamos, isso que dizer que chegamos a um mundo de dimensões diferentes
deste mundo terreno, onde o tempo e a distância apresentam um significado
inteiramente completamente diferente do nosso tempo, o que, praticando desta
forma, descobriremos que conseguimos controlar os nossos pensamentos, como
acontecem nos casos dos adeptos e dos Mestres evoluídos, experimentemos,
pratiquemos, porque se queremos progredir, precisamos praticar, mais e mais,
até subjugar, e erradicar todos os pensamentos ociosos de nossas mentes.
Examinamos, portanto,
as etapas que consideramos finais com relação aos nossos pensamentos, isso
porque, dissemos que os pensamentos estão onde quisermos que estejam, essa é,
sem sombras de dúvidas uma fórmula que realmente nos poderá ajudar a sair do
corpo e efectuarmos as nossas viagens astrais, o que, mais uma vez, necessitaremos
de estarmos onde não haja distracções de pensamentos, vamos tentar nos retirar
de nosso corpo físico, devemos estar a sós, ficarmos bem à vontade, e sugerimos
que, para isso, deitemos principalmente sobre uma cama, e verifiquemos e tomemos
todas as providências para que ninguém nos importune e estrague nossas
experiências, e, quando estivermos instalados, respirando lentamente, pensando
nesta experiência, concentremos num ponto a uns seis palmos à sua frente, fechemos
os nosso olhos, concentremos, ordenemos a nós mesmos a pensarmos que somos nós
mesmos, a pensarmos no nosso eu verdadeiro, no nosso eu astral, estarmos a
observar o nosso corpo, à distância, pensemos, pratiquemos, façamos nos
concentrar, e então, com a prática, sentiremos repentinamente um choque
ligeiro, quase eléctrico, e veremos nosso corpo deitado, os olhos fechados, a uma
certa distância, e que, este é o que chamamos de Grande poder da Visualização,
o que, de início, será um grande esforço conseguir este resultado, mas, com as
práticas constantes tudo fica mais suave e tranquilizante.
Podemos nos sentir
como se estivéssemos dentro de uma grande bola de borracha, empurrando,
empurrando, onde empurramos e nos esforçamos, e nada parece acontecer, tudo
parece acontecer, mas, não acontece, então, finalmente, e de repente, você
rompe o balão, e há uma leve sensação de estalo, quase como se, na verdade,
estivesse a furar um balão de brinquedo infantil, não podemos nos alarmar, não
demos lugar aos sustos, porque se continuarmos livres dos sustos ou dos medos,
prosseguiremos e não teremos quaisquer problemas no futuro, mas se ficarmos com
os medos, voltaremos aos nossos corpos físicos e teremos de recomeçar tudo
novamente, entretanto, voltarmos aos nossos corpos, físicos de nada adianta
tentarmos mais por aqueles dias, pois será muito raro obtermos êxitos, precisamos
dormir, descansar antes de voltarmos a tentar. Vamos agora, um pouco mais além,
onde imaginaremos que já tenhamos saído dos nossos corpos físicos, mediante
este método que consideramos simples, porém, eficaz, imaginando que estarmos de
pé, ali, olhando para nossos organismos físicos, e sem saber o que fazermos, não
devemos nos dá ao trabalho de olharmos para nossos corpos físicos por algum
tempo, pois voltaremos a vê-los com muita mais frequência, e que, ao invés
disso, experimentemos flutuar no aposento, como uma bolha de sabão numa espécie
de voo bastante lento, pois agora não estaremos sequer com o peso da bolha de
sabão, não podemos cair, não podemos nos magoar, deixemos que os nossos corpos
físicos permaneçam à vontade, naturalmente, teremos providenciado isso, antes
de libertarmos os nossos corpos astrais dos envoltórios carnais, temos que nos
certificado de que nossos corpos carnais estão inteiramente à vontade, mesmo
porque, se não adoptarmos essa precaução, poderemos descobrir, ao regressarmos,
que estamos com um braço rígido, dormente, ou o pescoço a doer, por falta de
precaução. Tenhamos, portanto, certeza de que não haja beiras duras que estejam
a comprimir alguns de nossos nervos, pois, se houvermos deixado os nossos corpos
físicos de modo que um braço esteja estendido sobre a orla do colchão, poderá
haver alguma pressão sobre um dos nervos, o que mais tarde dará a sensação de
alfinetadas e agulhadas ou dormências, portanto, mais uma vez, certifiquemos de
que nossos corpos físicos estejam inteiramente à vontade, antes de empreendermos
quaisquer tentativas de deixá-los e trocarmos nossas consciências físicas para
os nossos corpos astrais. Deixemos os nossos corpos flutuarem, flutuaremos pelos
nossos aposentos, movamos ociosamente, como se fossemos uma bolha de sabão
flutuando na corrente de ar, examinemos o tecto e os lugares que, em condições
normais, acostumemos a essas viagens astrais elementares, porque enquanto não
estivermos acostumados a vagarmos ociosamente por um aposento não podemos nos aventurar
com segurança no exterior dos aposentos. Vamos tentar explicar de outra maneira,
o que, na verdade, reconhecemos que essas viagens astrais são fáceis e não
apresentam problemas enquanto acreditarmos que conseguimos efectuar, o que,
também, sobre nenhuma circunstância, em estado nenhum, devemos sentir os medos,
pois não são esses os lugares para os medos, o que, entendemos que nas viagens
astrais estamos seguindo para as nossas liberdades, mesmo porque, somente
quando regressamos aos nossos corpos físicos é que iremos sentir aprisionados,
envoltos em argilas, sobrecarregados por corpos pesados que não correspondem
muito às ordens espirituais, não, não há, portanto, lugar para os medos nas
viagens astrais, e os medos nos astrais são coisas inteiramente estranhas.
De agora em diante, vamos
tentar repetir algumas das instruções para as viagens astrais, com alguns
palavreados ligeiramente diferentes, estaremos deitados de costas numa
agradável cama, assegurado de que todas as partes de nossos corpos estejam
cómodas, não havendo projecções que atinjam os nervos, as nossas pernas nem
sequer estão cruzadas, porque se assim se acharem, no ponto em que se cruzam poderíamos
ficar com entorpecimentos mais tarde, porque teríamos interferido com a
circulação do sangue, repousemos calmamente, com satisfação, porque não existem
influências perturbadoras e tampouco estaremos preocupados, pensemos apenas em
fazermos com que nossos corpos astrais saiam dos nossos corpos físicos. Ponhamos
cada vez mais à vontade, imaginando algumas formas fantasmagóricas,
correspondendo aos nossos corpos físicos, o que, a grosso modo, desligando-nos
suavemente dos corpos carnais, flutuando, subindo, como se fôssemos uma leve
pena solta à brisa suave de verão, deixemos que suba, mantenhamos os nossos olhos
fechados pois, de outra forma, nas duas ou três vezes iniciais poderíamos ser
sobressaltado a tal ponto que estremeceremos, e esses estremecimentos serão em
certos momentos violentos o bastante para nos puxar dos corpos astrais para os
nossos lugares normais dentro dos nossos corpos carnais. Frequentemente muitas
pessoas têm sobressaltos, de alguns modos peculiares, exactamente quando estão
adormecendo, que com frequências enormes, esses sobressaltos são tão violentos
que fazem com que voltemos às nossas consciências completas, e que, tais
sobressaltos são causados por algumas separações demasiadamente bruscas dos nossos
corpos astrais e dos nossos corpos físicos, pois, como já dissemos, quase todos
efectuam viagens astrais geralmente à noite nos períodos de sonolentos repousos,
ainda que sejam elevados o número de pessoas que não se lembram conscientemente
dessas jornadas ainda são grandes.
Pensemos gradualmente
nos nossos corpos astrais, separando com facilidades dos nossos corpos físicos,
e ascendendo a uma certa distância de três ou talvez quatro palmos acima dos nossos
corpos físicos, onde, ali, os nossos corpos astrais repousam sobre os nossos
corpos físicos, oscilando suavemente, onde, podemos ter algumas sensações de oscilações,
exactamente quando estávamos para adormecermos, era, portanto, as oscilações
astrais, e como dissemos, os nossos corpos astrais estão sempre a flutuar acima
de nós mesmos, talvez oscilando um pouco, e ligados aos nossos corpos físicos
pelo Cordão de Prata, que vai dos nossos umbigos aos umbigos dos nossos corpos
astrais, por isso mesmo é que não devemos olhar com demasiadas atenções, porque
já fomos advertidos de que se ficarmos sobressaltados e se contorcermos
subitamente, faremos com que os nossos corpos voltem, e teremos de recomeçar
tudo novamente. Suponhamos que tenhamos dado ouvidos às nossas advertências, e
não nos contorçamos, nesse caso, entendemos que os nossos corpos astrais
permanecerão flutuando nos ares por alguns momentos, sem que tomemos algumas
providências, sem pensarmos, respirando levemente, lembremos de que as primeiras
saídas conscientes, e que precisamos de cuidados especiais e não podemos
facilitar.
Se não tivermos medos,
se não nos contorcermos, os nossos corpos astrais irão se afastar devagar, flutuando,
e irão até as extremidades dos leitos, onde, com suavidades completas, sem quaisquer
choques, baixarão gradualmente, de modo que os pés toquem o chão, ou quase o
toquem, então, tendo terminado o processo de efectuarmos uma aterragem macia, nossos
corpos astrais poderão olhar os nossos corpos físicos, e retransmitirmos o que enxergamos.
Teremos algumas sensações bastantes incómodas por estarmos a olhar os nossos
próprios corpos físicos, e queremos advertir que muitas vezes essas coisas
constituem algumas experiências muitas das vezes humilhantes, mesmo porque, muitos
de nós fazemos algumas ideias inteiramente erróneas das aparências que temos, é
como lembrarmos da primeira vez em que ouvimos as nossas vozes, as primeiras
vezes em que essas coias ocorreram, duvidamos francamente de que fosse
realmente as nossas vozes, entretanto, algumas pessoas ficam com algumas alterações
nas vozes ao ponto de ficarem tão diferentes que julgam que alguém fez algum
truque, ou que os sistemas de gravações estivessem com defeitos. Ao que
lembramos, podemos afirmar que nas primeiras vezes em que ouvimos as nossas vozes
não acreditamos nelas, ficamos espantados e mortificados, esperamos, então, até
enxergarmos os nossos corpos pela primeira vez, ficaremos nos nossos corpos
astrais, com as nossas consciências inteiramente transferidas para os nossos corpos
astrais, e olharemos aqueles corpos físicos deitados, ficaremos horrorizados, não
nos agradaremos as formas dos nossos corpos, e teremos os choques de vermos as
linhas dos nossos rostos e dos nossos traços fisionómicos, e se adiantarmos um
pouco e fitarmos nossas mentes, veremos certos maus pensamentos e fobias, que
poderão fazer com que pulemos para trás, voltando aos nossos corpos físicos,
tal são os complexos dos sustos, porém, suponhamos que superamos esses primeiros
encontros que consideramos assustadores e então, teremos de decidir para onde
vamos, o que queremos fazer, o que desejamos enxergar. O interessante é
sabermos que o ideal mais usual é irmos visitar algumas pessoas que conheçamos
bem, o que pode ser um parente bem próximo, que more num próximo, vizinha, o
que, em primeiro lugar, devemos encontrar uma pessoa que sempre visitemos sempre
com frequência, porque teremos de visualizar as pessoas com detalhes
consideráveis, e teremos de visualizar onde essas pessoas residem, lembrando
sempre de que todas estas coisas são ainda novidades para fazê-los conscientemente,
é o que pretendemos dizer e queremos seguir o itinerário exacto que seguiríamos
se estivéssemos a ir corporalmente, fisicamente, entretanto, faremos uma visita
astral.
Deixemos, então, os
nossos aposentos, e vamos para as ruas nos planos astrais, naturalmente, mas não
nos preocupemos com essas coisas, pois as pessoas não conseguirão ver-nos, sigamos
os caminhos que tomaríamos normalmente, antes de fixarmos diante de nós mesmos
as imagens das pessoas que desejamos visitar, e como devemos chegar lá, então,
com muitíssima rapidez, muito mais rapidamente do que os veículos mais rápidos
conseguiriam ir, estaremos nas casas dos nossos amigos ou parentes num piscar
de olhos, o que, com as práticas, conseguiremos ir a quaisquer partes, e os
mares, oceanos e montanhas não constituirão obstáculo ou barreira às nossas
trajectórias, mesmo porque, reconhecemos que as terras de todos os mundos e as
cidades de todas as partes do mundo serão nossas, para que as visitemos,
entretanto, sabemos que algumas pessoas pensam que possam ir e não possam mais voltar,
o que certamente não acontecerá. Não conseguiremos nos perder, sendo, portanto,
inteiramente impossível nos perder, é de todo impossível nos prejudicar ou
descobrirmos alguém que se apoderou dos nossos corpos, mesmo porque, entendemos
e reconhecemos que se alguém se aproximar dos nossos corpos, enquanto estivermos
a fazermos algumas viagens nos campos astrais, estes retransmitem alguns avisos,
e seremos puxados, com as velocidades dos nossos pensamentos, portanto, nenhum
mal poderá nos acontecer, e os únicos males que podem se apodera de nós são os
medos. Assim sendo, não tenhamos medos e experimentemos, e com as experiências
virão as realizações de todas as nossas ambições nos reinos acedidos pelas
viagens astrais, e quando estivermos conscientemente nos planos astrais, veremos
as cores com mais brilhos do que acontecem quando as vemos com os nossos olhos
físicos, mesmo porque, tudo tremeluzirá com vidas e vigores, e poderemos enxergar
até mesmo as partículas de vidas aos arredores de nós mesmos, como pintas nos
ares, e que, essa são as vitalidades da Terra, e ao passarmos por elas adquiriremos
vigores, ânimos, coragens e disposições. Não podemos levar algumas coisas, e
não podemos trazer algumas coisas, é possível, naturalmente, sobre certas
condições e isso somente vem com muitas e muitas práticas que nós
materializamos e se materializamos diante de um clarividente, mesmo porque, não
é fácil irmos a algumas pessoas e levar-lhes alguns diagnósticos dos nossos estados
de físicos, porque precisamos termos as capacidades corretas para falarmos de
coisas que só se vêem, compreendem-se somente nos planos astrais. Pode por
exemplo, irmos a uma determinada loja, examinar as mercadorias e decidir que
voltaremos lá para comprar algumas coisas que nos agradaram no dia seguinte,
pois isso é inteiramente permissível pelas leis astrais, entretanto, muitas das
vezes, quando visitamos algumas lojas nos planos astrais, veremos os defeitos e
os maus estados de algumas mercadorias postas à venda por preços elevados,
entretanto, quando estivermos nos planos astrais e quisermos regressar aos
planos físicos, devemos nos manter calmos, devemos pensar nos corpos carnais,
pensar que vamos voltar e que vamos entrar neles novamente, o que, ao fazermos,
reconhecemos que algumas sensações de velocidades, ou talvez algumas
transferências instantâneas de quaisquer pontos onde estejamos, para alguns
lugares a três ou quatro palmos acima dos nossos corpos deitados, então, que
estão presentes, oscilando, ondulando de leve, exactamente como aconteceram
quando deixamos os corpos físicos. Deixamo-nos os nossos corpos astrais baixarem
muitíssimos devagar, e devemos fazer isso bem devagar mesmo porque os dois
corpos astrais e físicos precisam estar absolutamente sincronizados, se fizermos
certos, entraremos nos corpos físicos sem quaisquer sobressaltos, tremores, sem
quaisquer sensações senão a de que os nossos corpos são algumas massas frias e
pesadas, se formos desajeitados e não alinharmos com exactidões os dois corpos
astrais e físicos, ou se alguém o vier interromper, que farão voltarmos com alguns
solavancos, verificaremos que teremos algumas dores, principalmente dores de
cabeça, do tipo localizadas, o que, nesses casos, devemos procurar dormir, ou
retornar novamente aos planos astrais, porque somente quando os nossos dois
corpos estiverem juntos em alinhamentos exactos conseguiremos nos livrar das
dores de cabeça, entretanto, não é uma coisa para nos preocupar, porque a cura
está em dormir, ainda que seja só por alguns momentos, ou sair conscientemente
de novo para os planos astrais e calmamente retornarmos.
Ao voltarmos aos nossos
corpos carnais, podemos notar que os mesmos estão ainda endurecidos, podemos
ainda descobrir que as sensações são bem semelhantes às que temos quando
vestimos algumas roupas pesadas, que ficaram molhadas nas vésperas, e que ainda
se acham húmidas e pesadas, o que, até nos acostumarmos com essas coisas,
regressaremos aos nossos corpos, não são sensações muito agradáveis e veremos
que as cores gloriosas que vimos nos mundos astrais se apresentam rigorosamente
diminuídas, e que, também, muitas das cores não conseguiremos enxergar de modo
algum nos corpos carnais, e muitos dos sons que ouvimos nos mundos astrais são
inteiramente inaudíveis quando nos encontramos nos nossos corpos físicos, porém,
não importa, estamos na Terra para aprendermos, e quando aprendermos aquelas
coisas que foram os objectivos da nossa vinda à Terra, estarão livres dos
laços, livre dos elos da Terra, e quando deixarmos os nossos corpos carnais de
modo permanente, tendo rompido o Cordão de Prata, iremos para os reinos muito
além dos mundos astrais. Pratiquemos,
pratiquemos, pratiquemos essas viagens astrais, pratiquemos mais e mais, afastemos
de todos nós todos os medos, isso porque se não tivermos medos, então nada há a
recearmos, mal nenhum poderá nos acontecer, e teremos apenas prazeres em
realizarmos essas viagens astrais, nada há a recearmos se os medos não
existirem sobre os nossos desejos, pois temos de frisar bem que, se as pessoas
se mantiverem sem os medos, não há perigos de espécies alguma nas viagens
astrais, por mais longe ou mais rapidamente que se façam, entretanto, não há o
que temer nas viagens.
Diante de tudo o que
já estudamos e aprendemos, dediquemos este espaço de nosso trabalho-estudo à
questão dos medos e aos que não devemos temer, isso porque, reconhecemos que os
medos são algumas atitudes muito negativas, atitudes essas que corroem as
nossas melhores percepções, sejam lá o que for que temamos, de quaisquer formas
sabemos que os medos só causam malefícios. Assim sendo, entendemos que as
pessoas podem temer que, entrando nos estados astrais, o que talvez não
consigam regressar aos seus corpos carnais, não há o que temer, pois temos
todas as garantias em experiências próprias que sempre regressaremos aos nossos
corpos físicos, carnais, mesmo porque, sempre é possível regressarmos aos nossos
corpos físicos, carnais, a menos que essas pessoas estejam realmente próximas a
morrerem, que tenham chegado realmente ao fim dos tempos que lhes foram
concedidos sobre a Terra e isso, nada tem a ver com as viagens astrais,
portanto, devemos reconhecer que é sempre possível ficarmos com tantos medos
que fiquemos paralisados, e nesses casos não conseguem fazer coisa alguma, o
que, sabemos que em tais situações, algumas pessoas podem estar nos corpos
astrais e chegar a uma intensidade tão grande de terror que mesmo esses corpos
astrais não se consigam moverem-se, o que, tudo isso, naturalmente, retarda os
regressos aos corpos físicos por um determinado tempo, até que os impactos
maiores dos medos desapareçam. O que nos chama muito a atenção, é sabermos que
os medos se desgastam e desaparecem, como os nossos amados leitores sabem, algumas
sensações só podem ser mantidas por certos períodos de tempos, o que, desses
modos, algumas pessoas que tenham alguns medos simplesmente retardam os seus
regressos inteiramente a salvos aos corpos físicos, carnais. Importante ainda
frisar que não somos as únicas formas de vidas nos planos astrais, assim como
os seres humanos não são as únicas formas de vidas sobre a face da Terra,
entendemos e reconhecemos que neste nosso mundo Terra, temos criaturas
agradáveis, como gatos, cachorros, cavalos e pássaros, para falar apenas de
alguns, entretanto, também existem criaturas desagradáveis, como aranhas ou
serpentes peçonhentas que mordem e matam, existindo ainda coisas desagradáveis
como germes, micróbios e outros seres daninhos e maléficos, que só sabem os
perigos aqueles que olharam os germes ao microscópio com grande ampliação, e tenha
visto criaturas tão fantásticas que será levado a imaginar a estar a viver nos
dias dos dragões e das histórias de fadas, o que, reconhecemos que também nos planos
astrais, existem muitas coisas e mais estranhas do que qualquer outras que
possamos encontrar na Terra. Não
podemos esquecer de que nos planos astrais, conheceremos criaturas notáveis, ou
pessoas e entidades notáveis, isso porque, veremos os espíritos da natureza,
que, por falar nisso, são quase invariavelmente bons e agradáveis, entretanto,
existem criaturas horríveis, que devem terem sido vistas por alguns dos autores
das mitologias e das lendas, porque são criaturas como os demónios, os sátiros
e outros diversos adversários de que falam as mitologias, e com vários aspectos,
o que, também, algumas dessas criaturas são elementais, de níveis baixos, que
posteriormente poderão tornarem-se seres humanos, ou talvez ingressar no reino dos
animais irracionais, sejam lá o que forem, entendemos que nestas etapas de
desenvolvimentos essas criaturas se apresentam inteiramente desagradáveis.
Vale a pena fazermos
uma pequena pausa momentânea para indicarmos de forma edificadora que os
bêbedos, aqueles que vêem elefantes rosa, navios navegando nas ruas, pássaros
gigantes, cobras enormes nas ruas e diversas outras aparições notáveis, estão
realmente vendo o tipo de criatura de que estão falando, isso porque, os
bêbedos são criaturas que expulsaram os seus corpos astrais dos corpos físicos,
mandando-os para os planos mais baixos dos mundos astrais, entretanto, ali, nos
submundos os bêbados vêem criaturas verdadeiramente espantosas, e quando os
beberrões recuperam os seus sentidos, mais tarde na medida em que conseguem
fica com algumas recordações muito vívidas das coisas que viram, embora
embriagar-se inteiramente seja um dos métodos de entrar nos mundos astrais e
lembrarem-se deles, não são métodos que recomendemos, porque nos levam apenas
aos planos mais baixos e degradados dos mesmos. Entretanto, reconhecemos que existem
diversas drogas, utilizadas pelos médicos principalmente nos hospitais,
destinadas aos enfermos mentais e que apresentam efeitos semelhantes, a
mescalina, por exemplo, pode sensivelmente alterar as vibrações das pessoas que
as mesmas se vêem literalmente projectadas dos seus corpos físicos e
catapultadas aos mundos astrais, o que também nesses casos não se tratam de
métodos a serem recomendados, mesmo porque, sabemos que as drogas e outras
formas de sairmos dos corpos físicos são realmente perniciosas, e causam males
irreparáveis ao eu superior, voltemos as nossos elementais, bem, os nossos elementais
são algumas formas primárias de vidas espirituais, e encontram-se em algumas
etapas acima das formas de pensamentos, mesmo porque, podemos dizer que as
formas de pensamentos são apenas projecções das nossas mentes conscientes ou
inconscientes de todos os seres humanos, as pragas rogadas são alguns exemplos,
e possuem apenas pseudos-vidas próprias. Queremos aqui, tratar de um exemplo de
formas de pensamentos que são aquelas que foram criadas principalmente pêlos
antigos sacerdotes egípcios, para que os corpos mumificados dos grandes faraós
e rainhas famosas, pudessem ficar protegidos contra aqueles que tentassem
profanar os seus túmulos, assim sendo, entendemos e reconhecemos que essas
formas de pensamentos são construídas com as mais claras e prudentes intenções
de repelir-se os invasores, e de atacarem os túmulos, o que tais sentimentos vão
agir nas consciências daqueles que se intrometam e, ao fazê-lo, causam alguns
pavores tão grandes que os candidatos a ladrões irão fugir do lugar sem causar
danos maiores, entretanto, em muitos casos, estamos a falar de elementais e não
de formas de pensamentos, pois as mesmas são entidades sem mentes, que
simplesmente foram encarregadas pelas sacerdotes de cuidarem dos mortos, ou
também postas executarem certas tarefas, como as guardas de túmulos contra os
invasores, assim sendo, podemos afirmar que neste momento estamos tratando dos
elementais, e que, esses elementares, como já afirmamos, são entidades
espirituais que se encontram nas primeiras etapas de desenvolvimentos, o que, no
mundo astral, eles correspondem a grossos modos às posições ocupadas pêlos
macacos no mundo dos seres humanos, isso porque, os macacos são criaturas
irresponsáveis, traquinas, frequentemente malvadas e perversas, e não dispõem
de grandes poderes de raciocínios próprios, são, ao que poderíamos dizer,
apenas amontoados animados de protoplasmas. Entendemos ainda que os doentes mentais,
ocupando mais ou menos as mesmas posições nos mundos astrais, como a dos
macacos nos seres humanos, são formas que se movem mais ou menos sem objectivos,
tagarelam e adoptam expressões horripilantes e estranhas, fazendo gestos
ameaçadores aos seres humanos empenhados nas viagens astrais, entretanto,
naturalmente, não podemos fazer-lhes algumas coisas, tenhamos isso sempre
presente, esses seres não podem nos fazer males.
Se já tivemos os
infortúnios de termos ido a algum hospital de doentes mentais, certamente vimos
casos realmente graves de desarranjos mentais, que tais doentes tenham recebido
tratamentos de choques pelo modo como alguns dos piores casos se aproximam de nós
e fazem gestos ameaçadores, ou possivelmente destituídos de seus sentidos ou
faculdades mentais, percebemos que eles babam, mas se encontrarem decisão e
frontalidade, por serem criaturas com mentalidades muito inferiores, sempre
recuam, pois seus sentimentos estão em mundos astrais inferiores, em estados
degradantes. Quando seguimos pêlos planos astrais inferiores, podemos encontrar
algumas dessas entidades, algumas dessas criaturas estranhas e que em alguns
casos exóticas, entretanto, as vezes, se os viajantes forem tímidos, essas
criaturas se aglomeram ao redor e tentam amedrontá-los, podemos dizer que não
existe males alguns nisso, pois são inteiramente inofensivas, na verdade, a
menos que se tenham medos delas, e quando estivermos iniciando as viagens
astrais, teremos duas ou três dessas entidades inferiores a aproximar-se, para
ver como saímos, de modo bem semelhante a alguns tipos de pessoas que gostam de
olhar para aqueles que estão aprendendo a dirigir e que sai sozinho com um
automóvel pela primeira vez. O que nos chama muito a nossa atenção, é que, os
espectadores sempre esperam que algumas coisas fantasmagóricas ou animadas
aconteçam, e às vezes, se os aprendizes estiverem embaraçados, eles colidirão
com algum poste da rua, ou com alguma outra coisa, para os grandes deleites dos
espectadores, e que, estes, como espectadores, não desejam males, são
simplesmente sensacionalistas procurando algumas emoções, o que, também, o
mesmo acontece com os elementais, seres que estão às catas de divertimentos
fáceis, pois gostam de verem os desconfortos dos seres humanos e, portanto, se
demonstrarmos alguns medos, eles sentirão deleites e continuarão com suas
gesticulações, suas atitudes ferozes e ameaçadoras, na verdade, eles nada podem
fazer a quaisquer seres humanos, pois se assemelham mais aos cachorros que só
sabem latir, e latidos não fazem e não causam males, além de tudo isso, só
conseguirão incomodá-los enquanto nós, por causa dos nossos medos, permitirmos
que os façam. Não tenhas medos, pois nada nos poderá acontecer.
Deixa os nossos corpos
físicos, e entramos nos planos astrais, e em noventa e nove vezes, em cada cem
viagens, não veremos qualquer dessas entidades baixas, só as veremos, se tivermos
medos delas, de modos normais, nos ergueremos muito mais acima de seus reinos,
pois elas se conglomeram aos fundos dos planos astrais, de modos e formas bastante
parecidos com aqueles pelos quais os vermes se reúnem no fundo de um rio ou mar,
ou como os vermes de moscas comendo as carnes de um cadáver qualquer,
entretanto, quando nos erguemos nos planos astrais, assistimos as muitas
ocorrências notáveis, em que com certas distâncias, poderemos enxergar as faixas
grandes e brilhantes de luzes, isso porque, vêem de planos de existências que
se acham além dos nossos alcances, quer dizer, por enquanto. Não podemos e não
devemos esquecer de que as entidades humanas, enquanto se encontram nas carnes,
conseguem perceber apenas três ou quatro notas, mas ao saírem dos corpos físicos,
carnais e entram nos mundos astrais estenderam os seus alcances de notas um
pouco para cima, estenderam esses alcances o bastante para perceberem que existem
coisas maiores à nossa frente. Entendemos e reconhecemos que algumas dessas
coisas são representadas pelas luzes brilhantes, tão brilhantes que realmente
não conseguiremos enxergar o que sejam, entretanto, vamos contentar-nos, por
enquanto, com os astrais médios, em que, ali, podemos visitar os amigos ou
parentes, as cidades do mundo e enxergar os grandes edifícios públicos, podemos
ler livros em línguas estrangeiras pois, devemos lembrar, que, nos planos astrais
médios todas as linguagens serão as línguas conhecidas, precisaremos praticar as
viagens astrais, isso porque, temos aqui algumas descrições do que elas são,
descrições que poderão serem transformadas em algumas experiências também nossa,
mediante as nossas práticas. O dia termina e as sombras da noite chegam, se
aproximam, deixando o crepúsculo purpúreo, que gradualmente se tornava mais e
mais escuro, até que o céu, afinal, adquiriu a cor índigo e então, quase tudo ficou
negro, proporcionando apenas que pequenas luzes venham surgir ao derredor, os
astros luminosos no firmamento celestial, confrontando com as luzes
azul-esbranquiçadas que iluminam as ruas, e as luzes amareladas que eram as do
interior das casas, talvez mudando de coloração por causa das persianas ou
cortinas pelas quais passavam suas claridades. O que observamos é que os corpos
estavam repousando em suas respectivas camas, inteiramente conscientes,
inteiramente relaxados, o que, de modos graduais, vieram leves sensações de
desconjuntamentos, algumas sensações como se algumas coisas estivessem
flutuando, movendo-se, vindo, portanto, a mais leve das comichões pelos corpos,
e gradualmente se fizeram separações, onde acima dos corpos inclinados, formaram-se
algumas nuvens nas extremidades de um dos Cordões de Prata luzidio, as nuvens
se movimentaram, como algumas massas indistintas, parecidas com alguns borrões
de tintas a flutuarem nos ares. Devagar, elas se adoptaram as formas de corpos
humanos, ergueram-se a uma distância de três a quatro palmos, onde oscilavam e
balançavam, e que, por alguns segundos, os corpos dos astrais se ergueram mais,
e depois os pés baixaram-se, devagar foram ter ao chão, de modo que as figuras
se encontravam em pé, aos pés das camas, olhando para os corpos físicos que
acabaram de deixar e aos quais ainda se achavam presas, nos aposentos, as
sombras se apresentavam nos cantos, como animais estranhos e acuados, onde os
Cordões de Prata vibravam e brilhavam, com luzes azul-prateadas opacas, e os
próprios corpos astrais estavam retratados com luzes azuis. Ao que enxergamos,
as figuras nos astrais olharam aos seus arredores, e depois para os corpos
físicos que descansavam comodamente nos seus leitos, onde os seus olhos estavam
fechados, agora, mas as respirações eram tranquilas e leves, não haviam
movimentos, não haviam contorções, os corpos pareciam repousar comodamente, os
Cordões de Prata não vibravam, de modo que não havia quaisquer indicações de
inquietudes.
Sabemos que em tudo e
por tudo, devemos tratar as coisas com cuidados e zelos, assim analisamos que,
satisfeitas, as formas astrais ergueram-se silenciosas e vagarosamente nos ares,
passaram pelos tectos dos aposentos, e pelos telhados finos, indo ter aos ares
das noites, onde os Cordões de Prata alongaram-se, mas não diminuiu em suas grossuras,
era como se as figuras astrais fossem balões cheios de gás, amarrados às casas,
que fossem os corpos físicos, assim, as figuras astrais ergueram-se até estarem
a vinte, cinquenta, cem metros acima dos telhados, ali, elas se detiveram,
flutuando ociosamente, olhando aos seus arredores, das casas de todas as ruas,
e das ruas além das vizinhanças, vinham as luzes azuis e débeis que eram os
Cordões de Prata de outras pessoas, isso porque, elas se estendiam para cima,
desaparecendo a algumas distâncias imensuráveis, entretanto, as pessoas sempre
viajam à noite, quer saibam disso ou não, mas apenas as favorecidas, as que
praticam, voltam com conhecimentos plenos das coisas que fizeram, e que, nessas
formas astrais flutuavam acima dos telhados, olhando aos seus arredores,
decidindo aonde irem, onde finalmente, resolveram visitar uma terras distantes,
muito distante, em que, no mesmo momento em que essa decisão foi tomada, elas
partiram em velocidades fantásticas, seguindo com as rapidezes dos pensamentos
pelos país afora, atravessando os mares, e ao atravessarem os mares, as grandes
ondas do mesmos pareciam subir, tendo as cristas brancas nas partes superiores,
em que, em certos pontos de suas jornadas, elas espiaram para alguns grandes
transatlânticos que atravessavam os mares turbulentos, todas as luzes acesas e
com sons de músicas vindo dos tombadilhos, as formas astrais prosseguiram,
sobrepujando os tempos e espaços, onde a noite deu lugar ao anoitecer anterior,
as formas astrais estavam-se emparelhando com os tempos, a noite deu lugar ao
anoitecer e este, a seu turno, foram ultrapassado e tornaram-se parte inicial
da manhã, sendo que, essa parte final da manhã foi deixada para trás, e logo se
transformou em meio-dia, finalmente, à luz brilhante do sol, as figuras astrais
viram aquilo que tinham vindo ver, a terra tão distante, uma terra tão amada,
com pessoas a quem tanto amavam. Enxergamos que com suavidades, as figuras
astrais baixaram à Terra e se misturaram, sem serem vistas, ou sem serem ouvidas,
entre aqueles que se encontravam nos corpos físicos, por fim, veio alguns
puxamentos insistentes, alguns retorcimentos dos Cordões de Prata, as grandes
distâncias, em algumas terras diferentes, os corpos físicos que foram deixados
para trás, percebiam estar a amanhecer, e estavam chamando seus corpos astrais,
que por alguns momentos, estes permaneceram por ali, mas, afinal, os avisos não
podiam serem mais ignorados, as formas de suas sombras subiram aos ares, pairaram
imóveis por alguns momentos como alguns pombos que regressam aos seus pombais,
e depois seguiam pêlos céus, reluzindo sobre as terras, sobre as águas, de
volta aos seus lugares atravessando os tectos, entretanto, outros cordões
também tremiam, outras pessoas regressavam aos corpos físicos, mas essas formas
astrais de que falamos desceram, passando pelos telhados e pelos tectos, indo
ter sobre as figuras adormecidas dos seus corpos físicos, devagarinho e com
levezas, baixaram e se colocaram precisamente sobre aqueles corpos, com
suavidades, com cuidados infinitos, desceram e entraram nesses corpos físicos,
e por alguns momentos, houve algumas sensações de frios intensos, algumas
sensações de entorpecimentos, de pesos imensos a comprimirem os corpos, desapareceram
as levezas, as sensações de liberdades, as cores vistas nos astrais e que, ao
invés dessas coisas, reinavam os constantes frios, era como se alguns desses
corpos quente estivessem envergando roupas molhadas e frias, os corpos físicos
se agitaram, e os seus olhos abriram-se, e pelas bandas de fora, surgiam as
primeiras faixas leves do amanhecer, acima do horizonte, onde os corpos se agitaram
e dissera que se lembravam de tudo a que assistiram, durante a noite.
Podemos viajar nos
planos astrais, podemos ver aqueles a quem amamos, e quanto mais fortes os
laços entre nós e aqueles a quem amamos, maiores as facilidades com que poderemos
viajar, para tanto, necessitamos de práticas e mais práticas, o que, de acordo
com as antigas histórias principalmente as orientais, nos dias das remotas
antiguidades, todos os seres humanos podiam viajar nos planos astrais, mas
devido aos factos de que tantas pessoas houvessem abusado desses privilégios, os
mesmos foram retirados, para aqueles que são puros em pensamentos, para aqueles
que são puros nas mentes, as práticas trarão as libertações quanto aos pesos
embaraçosos e enjoativos dos corpos físicos, materiais, e permitirão irmos
aonde quisermos, somos tão-somente aquilo que acreditamos que somos, podemos
fazer aquilo que acreditamos que podemos fazer. Se acreditarmos realmente, e
sinceramente acreditarmos que podemos fazer algumas coisas, nesses casos poderemos
fazê-las, creiamos, e com as práticas viajaremos nos planos astrais, dizemos
que não devemos ter os medos enquanto estivermos nos planos astrais, pois ali
ninguém poderá nos prejudicar, por mais terríveis ou horripilantes que sejam os
aspectos das entidades inferiores que possamos enxergar, embora talvez não as
vejam, elas não farão nada contra nós, a menos que tenhamos medos, assim sendo,
lembramos que as ausências dos medos garantem nossas protecções absolutas, queremos
praticar, queremos saber aonde iremos. As práticas são o que fazem com que essas
coisas se realizem, entretanto, as questões das viagens astrais apresentam,
naturalmente, importâncias vitais, e por esses e outros motivos podem haver
vantagens em dedicarmos parte deste nosso trabalho-estudo a algumas somas maiores
de observações a esses passatempos fascinantes, portanto, sugerimos que leiamos
com cuidados estas páginas percorrendo-as pelo menos tão meticulosamente como
fazemos com as anteriores, e decidamos então escolheremos um anoitecer, com
alguns dias de antecedências, para as nossas experiências, sabemos, existem
muitas coisas a prepararmos e há que decidirmos com antecedências o que
pretendemos fazer. O que sabemos é que os sábios antigos utilizavam
encantamentos, em outras palavras, repetiam um mantra, isto é, uma forma de
oração ou reza, que tinham como objectivos as subjugações dos subconscientes, repetindo
esses mantras, os conscientes que constituem uma décima parte de nós, conseguiam
emitir algumas ordens imperativas aos subconscientes, poderíamos utilizar alguns
mantras, mentalizando rezas e orações, como mantras, que no dia tal, vamos
viajar nos mundos astrais, e vamos permanecer inteiramente conscientes de tudo
que fizermos, inteiramente conscientes de tudo quanto enxergarmos, lembraremos
de tudo, quando estivermos novamente nos nossos corpos carnais, físicos, faremos
todas essas coisas e não fracassaremos.