Do blog;

“Este é o meu espaço cibernético, onde pretendo postar temas relacionados com o amor e as grandezas de Deus, com a música, sobremodo com o estilo que é a minha paixão, o sertanejo de raiz; quero postar ainda sobre o amor entre homem e mulher, entre outros, e enfim, o tema aqui será aquele que for o tema do meu momento atual".

Dedico este espaço aos meus amores (família) e aos meus poucos e verdadeiros amigos.

terça-feira, 21 de agosto de 2018


Somos conhecedores de que nós não paramos de pensar, quando fechamos os olhos, meso porque, os nossos pensamentos estão onde quer que nós nos concentremos, pois pensamos sempre onde quer que nos concentremos, pois, este facto que parece simples e elementar pode ajudar-nos a sairmos dos nossos corpos e entrarmos no astral, podendo ajudar os nossos corpos astrais a vagar tão livres quanto a brisa, pensemos atentamente nisso, releiamos estas páginas, todas estas palavras são edificadoras, e pensemos profundamente sobre os pensamentos, pensemos como os pensamentos muitas das vezes nós os detemos, porque pensamos tão-somente nos obstáculos, pensamos nos medos que nós não conhecíamos. Podemos, por exemplo, termos estado sozinhos em casa ou no trabalho, à meia-noite, enquanto a ventania uivava lá fora, onde podemos termos elevados nossos pensamentos em ladrões, termos imaginações alguns seres ocultos por trás de uma cortina, prontos para nos atacar, o que, reconhecemos que, os pensamentos, em tais casos, podem causar muitos malefícios, pensemos e reflictamos mais e mais sobre os nossos pensamentos, pois assim pensaremos confiantes e seguros.
Quando estamos com dores terríveis de dentes e, com relutâncias, vamos ver o nosso dentista, e quando chegamos perante o nosso dentista ele olha para nós e diz que precisamos extrair um ou mais dentes, e nós temos medo de que isso possa doer, então, sentamos na cadeira do nosso dentista, tomados pelos medos, cheios de medos a imaginando tão-somente as dores, e assim que o nosso dentista apanha a seringa para dar uma injecção de anestesia, automaticamente nos contraímos, até mesmo empalidecemos, isso porque, temos em nosso consciente a certeza de que vai doer, temos a certeza de que vamos sentir aquela agulha entrando, e aquando o nosso dente estiver a sair, estará todo ensanguentado, talvez receamos que vamos desmaiar com o choque, de modo que assim é que estamos alimentando os nossos medos, e fazemos com que o nosso dente doa cada vez mais, pensando e concentrando todo nosso poder de focos, de pensamentos naquele lugar, antes ocupado tão-somente pelo dente. Entretanto, reconhecemos que toda a nossa energia se acha dedicada a fazer com que esse dente doa ainda mais, agora, quando pensamos despreocupadamente, os nossos pensamentos, estão, então, na nossa cabeça, sabemos disso, porque podemos senti-los ali, pois nossos pensamentos encontram-se no lugar no qual nos concentramos, e nos focamos. Os nossos pensamentos estão dentro de nós apenas porque pensamos em nós mesmos, e porque julgamos que os nossos pensamentos devam estar dentro de nós mesmos, além de tudo, os nossos pensamentos acham-se onde quisermos que eles estejam, os pensamentos estão nos lugares aonde ordenamos que eles tenham que ir. Examinemos, portanto, mais uma vez essa nossa afirmação, a de que os nossos pensamentos estão onde concentramos e focalizamos. Não podemos e não devemos esquecer de que no calor de uma batalha, guerreiros levam tiros ou golpes e não sentem nenhuma dor por algum tempo, talvez nem sequer tenham tomado conhecimento de que se encontravam feridos, e somente quando dispuseram de tempo para pensar nos fatos é que passam a sentir dores, e talvez tenham entrado em colapso com o choque daí decorrente, entretanto, os pensamentos, as razões, e os medos são os freios que reduzem as marchas das nossas evoluções espirituais, são apenas os ruídos fatigados das máquinas que se desaceleram, distorcendo as ordens do eu superior. Os seres humanos, quando se desembaraçam dos seus próprios medos e restrições estúpidas, poderiam ser quase um super-ser-humano, com poderes muito mais aumentados, tanto musculares quanto mentais, pois um ser humano franzino e tímido com desenvolvimento muscular inteiramente insignificante desce da calçada e vai atravessar uma rua com um intenso tráfego, e os seus pensamentos estão distantes, muito distantes, talvez nos seus negócios, uma buzinadela repentina de algum veículo que se aproxima, e o homem sem pensar dá um salto, voltando à calçada, numa pirueta prodigiosa que, normalmente, seria inteiramente impossível até mesmo para um atleta bem mais treinado, entretanto, se esse homem tivesse ficado embaraçado pêlos processos dos seus pensamentos, teria agido tardiamente e o carro certamente o teria atropelado, o que, enxergamos que a falta dos pensamentos permitiram ao eu superior, sempre vigilante, galvanizar os músculos com uma descarga de substâncias químicas tais como a adrenalina, que fizeram o cidadão saltar muito além de sua capacidade normal, permitindo naqueles momentos um surto de actividade para além da velocidade do pensamento consciente, isso ocorre graças a interferência do eu superior que impulsiona o pensamento a pensar o pensamento devido e correto.
Não podemos e não devemos esquecer de que basicamente no mundo ocidental, ensinaram de forma universalizada à humanidade que os pensamentos, as razões distinguem os seres humanos dos animais irracionais, entretanto, entendem-se que os pensamentos incontrolados fazem com que os seres humanos se situem bem abaixo de muitos animais, mesmo para a viagem astral, os gatos, para darmos apenas um exemplo simples, podem enxergar coisas que os seres humanos não enxergam. Podemos garantir que a maioria das pessoas já tiveram algumas experiências com animais que olham para um ser oculto qualquer, um fantasma e têm percepção de incidentes muito antes que os seres humanos comecem a percebê-los, isso porque, os animais usam um sistema diferente das razões e pensamentos humanos. Nós, então, podemos fazer o mesmo que os animais, em primeiro lugar, temos de controlar os nossos pensamentos, temos de controlar todas essas pontas soltas e cansativas dos nossos pensamentos que chamamos de ociosos, que constantemente passam pelas nossas mentes. Sentemos em algum lugar, onde fiquemos cómodos, onde possamos descansar completamente, e aonde ninguém venha nos perturbar, mantenhamos sentado, ociosamente, por alguns momentos, pensando e observando apenas nos nossos pensamentos, vendo como nossos pensamentos continuam a se apresentar sub-repticiamente na nossa consciência, cada qual berrando a pedir atenção, aquela briga com o camarada no escritório, as contas por pagar, o custo de vida, a situação mundial, aquilo que gostaríamos de dizer a seu empregador, ponhamos tudo isso de lado e imaginemos visualizando estarmos sentados num quarto completamente escuro, na cobertura de um arranha-céu, e que, à nossa frente há uma grande janela, coberta por uma cortina negra, cortina essa sem feitio ou padrão, com nada que possa representar uma distracção, assim sendo, concentre-se nessa cortina e continuemos a imaginar e a visualizar. A antes de continuarmos, asseguremos de que não ocorrem pensamentos alguns na nossa consciência que é essa cortina negra e se algum quiser intrometer-se, empurre-o de volta, mandemos embora, que se retire imediatamente, pode fazê-lo, trata-se apenas de uma simples questão de prática. Por alguns momentos, os nossos pensamentos tentarão tremelicar à volta dessa cortina negra, pelo que nós os faremos sempre recuar, fazendo-os ir à força, seguida, voltemos a nos concentrar sobre a nossa cortina e visualizemos a levantá-la, de modo a que possamos espiar tudo que esteja para além da cortina, e mais uma vez, quando fitarmos essa cortina negra e imaginária, descobriremos que toda espécie de pensamentos estranhos tende a intrometer-se, procurando abrir caminho às forças, chegando ao foco de nossa atenção, façamos recuar, empurremos de volta com esforço consciente, recusemos a permitir que tais pensamentos se intrometam, sabemos que já dissemos isso antes, mas estamos procurando fazer com que entendamos bem. Quando conseguirmos sustentar algumas ausências de pensamentos completas com meditações, mesmo que por um curto período de tempo, notaremos que há uma espécie de estalo, como se um pedaço de pergaminho fosse rasgado, e conseguiremos ver, bem distante deste mundo comum àquele em que diariamente percepcionamos, isso que dizer que chegamos a um mundo de dimensões diferentes deste mundo terreno, onde o tempo e a distância apresentam um significado inteiramente completamente diferente do nosso tempo, o que, praticando desta forma, descobriremos que conseguimos controlar os nossos pensamentos, como acontecem nos casos dos adeptos e dos Mestres evoluídos, experimentemos, pratiquemos, porque se queremos progredir, precisamos praticar, mais e mais, até subjugar, e erradicar todos os pensamentos ociosos de nossas mentes.
Examinamos, portanto, as etapas que consideramos finais com relação aos nossos pensamentos, isso porque, dissemos que os pensamentos estão onde quisermos que estejam, essa é, sem sombras de dúvidas uma fórmula que realmente nos poderá ajudar a sair do corpo e efectuarmos as nossas viagens astrais, o que, mais uma vez, necessitaremos de estarmos onde não haja distracções de pensamentos, vamos tentar nos retirar de nosso corpo físico, devemos estar a sós, ficarmos bem à vontade, e sugerimos que, para isso, deitemos principalmente sobre uma cama, e verifiquemos e tomemos todas as providências para que ninguém nos importune e estrague nossas experiências, e, quando estivermos instalados, respirando lentamente, pensando nesta experiência, concentremos num ponto a uns seis palmos à sua frente, fechemos os nosso olhos, concentremos, ordenemos a nós mesmos a pensarmos que somos nós mesmos, a pensarmos no nosso eu verdadeiro, no nosso eu astral, estarmos a observar o nosso corpo, à distância, pensemos, pratiquemos, façamos nos concentrar, e então, com a prática, sentiremos repentinamente um choque ligeiro, quase eléctrico, e veremos nosso corpo deitado, os olhos fechados, a uma certa distância, e que, este é o que chamamos de Grande poder da Visualização, o que, de início, será um grande esforço conseguir este resultado, mas, com as práticas constantes tudo fica mais suave e tranquilizante.
Podemos nos sentir como se estivéssemos dentro de uma grande bola de borracha, empurrando, empurrando, onde empurramos e nos esforçamos, e nada parece acontecer, tudo parece acontecer, mas, não acontece, então, finalmente, e de repente, você rompe o balão, e há uma leve sensação de estalo, quase como se, na verdade, estivesse a furar um balão de brinquedo infantil, não podemos nos alarmar, não demos lugar aos sustos, porque se continuarmos livres dos sustos ou dos medos, prosseguiremos e não teremos quaisquer problemas no futuro, mas se ficarmos com os medos, voltaremos aos nossos corpos físicos e teremos de recomeçar tudo novamente, entretanto, voltarmos aos nossos corpos, físicos de nada adianta tentarmos mais por aqueles dias, pois será muito raro obtermos êxitos, precisamos dormir, descansar antes de voltarmos a tentar. Vamos agora, um pouco mais além, onde imaginaremos que já tenhamos saído dos nossos corpos físicos, mediante este método que consideramos simples, porém, eficaz, imaginando que estarmos de pé, ali, olhando para nossos organismos físicos, e sem saber o que fazermos, não devemos nos dá ao trabalho de olharmos para nossos corpos físicos por algum tempo, pois voltaremos a vê-los com muita mais frequência, e que, ao invés disso, experimentemos flutuar no aposento, como uma bolha de sabão numa espécie de voo bastante lento, pois agora não estaremos sequer com o peso da bolha de sabão, não podemos cair, não podemos nos magoar, deixemos que os nossos corpos físicos permaneçam à vontade, naturalmente, teremos providenciado isso, antes de libertarmos os nossos corpos astrais dos envoltórios carnais, temos que nos certificado de que nossos corpos carnais estão inteiramente à vontade, mesmo porque, se não adoptarmos essa precaução, poderemos descobrir, ao regressarmos, que estamos com um braço rígido, dormente, ou o pescoço a doer, por falta de precaução. Tenhamos, portanto, certeza de que não haja beiras duras que estejam a comprimir alguns de nossos nervos, pois, se houvermos deixado os nossos corpos físicos de modo que um braço esteja estendido sobre a orla do colchão, poderá haver alguma pressão sobre um dos nervos, o que mais tarde dará a sensação de alfinetadas e agulhadas ou dormências, portanto, mais uma vez, certifiquemos de que nossos corpos físicos estejam inteiramente à vontade, antes de empreendermos quaisquer tentativas de deixá-los e trocarmos nossas consciências físicas para os nossos corpos astrais. Deixemos os nossos corpos flutuarem, flutuaremos pelos nossos aposentos, movamos ociosamente, como se fossemos uma bolha de sabão flutuando na corrente de ar, examinemos o tecto e os lugares que, em condições normais, acostumemos a essas viagens astrais elementares, porque enquanto não estivermos acostumados a vagarmos ociosamente por um aposento não podemos nos aventurar com segurança no exterior dos aposentos. Vamos tentar explicar de outra maneira, o que, na verdade, reconhecemos que essas viagens astrais são fáceis e não apresentam problemas enquanto acreditarmos que conseguimos efectuar, o que, também, sobre nenhuma circunstância, em estado nenhum, devemos sentir os medos, pois não são esses os lugares para os medos, o que, entendemos que nas viagens astrais estamos seguindo para as nossas liberdades, mesmo porque, somente quando regressamos aos nossos corpos físicos é que iremos sentir aprisionados, envoltos em argilas, sobrecarregados por corpos pesados que não correspondem muito às ordens espirituais, não, não há, portanto, lugar para os medos nas viagens astrais, e os medos nos astrais são coisas inteiramente estranhas.
De agora em diante, vamos tentar repetir algumas das instruções para as viagens astrais, com alguns palavreados ligeiramente diferentes, estaremos deitados de costas numa agradável cama, assegurado de que todas as partes de nossos corpos estejam cómodas, não havendo projecções que atinjam os nervos, as nossas pernas nem sequer estão cruzadas, porque se assim se acharem, no ponto em que se cruzam poderíamos ficar com entorpecimentos mais tarde, porque teríamos interferido com a circulação do sangue, repousemos calmamente, com satisfação, porque não existem influências perturbadoras e tampouco estaremos preocupados, pensemos apenas em fazermos com que nossos corpos astrais saiam dos nossos corpos físicos. Ponhamos cada vez mais à vontade, imaginando algumas formas fantasmagóricas, correspondendo aos nossos corpos físicos, o que, a grosso modo, desligando-nos suavemente dos corpos carnais, flutuando, subindo, como se fôssemos uma leve pena solta à brisa suave de verão, deixemos que suba, mantenhamos os nossos olhos fechados pois, de outra forma, nas duas ou três vezes iniciais poderíamos ser sobressaltado a tal ponto que estremeceremos, e esses estremecimentos serão em certos momentos violentos o bastante para nos puxar dos corpos astrais para os nossos lugares normais dentro dos nossos corpos carnais. Frequentemente muitas pessoas têm sobressaltos, de alguns modos peculiares, exactamente quando estão adormecendo, que com frequências enormes, esses sobressaltos são tão violentos que fazem com que voltemos às nossas consciências completas, e que, tais sobressaltos são causados por algumas separações demasiadamente bruscas dos nossos corpos astrais e dos nossos corpos físicos, pois, como já dissemos, quase todos efectuam viagens astrais geralmente à noite nos períodos de sonolentos repousos, ainda que sejam elevados o número de pessoas que não se lembram conscientemente dessas jornadas ainda são grandes.
Pensemos gradualmente nos nossos corpos astrais, separando com facilidades dos nossos corpos físicos, e ascendendo a uma certa distância de três ou talvez quatro palmos acima dos nossos corpos físicos, onde, ali, os nossos corpos astrais repousam sobre os nossos corpos físicos, oscilando suavemente, onde, podemos ter algumas sensações de oscilações, exactamente quando estávamos para adormecermos, era, portanto, as oscilações astrais, e como dissemos, os nossos corpos astrais estão sempre a flutuar acima de nós mesmos, talvez oscilando um pouco, e ligados aos nossos corpos físicos pelo Cordão de Prata, que vai dos nossos umbigos aos umbigos dos nossos corpos astrais, por isso mesmo é que não devemos olhar com demasiadas atenções, porque já fomos advertidos de que se ficarmos sobressaltados e se contorcermos subitamente, faremos com que os nossos corpos voltem, e teremos de recomeçar tudo novamente. Suponhamos que tenhamos dado ouvidos às nossas advertências, e não nos contorçamos, nesse caso, entendemos que os nossos corpos astrais permanecerão flutuando nos ares por alguns momentos, sem que tomemos algumas providências, sem pensarmos, respirando levemente, lembremos de que as primeiras saídas conscientes, e que precisamos de cuidados especiais e não podemos facilitar.
Se não tivermos medos, se não nos contorcermos, os nossos corpos astrais irão se afastar devagar, flutuando, e irão até as extremidades dos leitos, onde, com suavidades completas, sem quaisquer choques, baixarão gradualmente, de modo que os pés toquem o chão, ou quase o toquem, então, tendo terminado o processo de efectuarmos uma aterragem macia, nossos corpos astrais poderão olhar os nossos corpos físicos, e retransmitirmos o que enxergamos. Teremos algumas sensações bastantes incómodas por estarmos a olhar os nossos próprios corpos físicos, e queremos advertir que muitas vezes essas coisas constituem algumas experiências muitas das vezes humilhantes, mesmo porque, muitos de nós fazemos algumas ideias inteiramente erróneas das aparências que temos, é como lembrarmos da primeira vez em que ouvimos as nossas vozes, as primeiras vezes em que essas coias ocorreram, duvidamos francamente de que fosse realmente as nossas vozes, entretanto, algumas pessoas ficam com algumas alterações nas vozes ao ponto de ficarem tão diferentes que julgam que alguém fez algum truque, ou que os sistemas de gravações estivessem com defeitos. Ao que lembramos, podemos afirmar que nas primeiras vezes em que ouvimos as nossas vozes não acreditamos nelas, ficamos espantados e mortificados, esperamos, então, até enxergarmos os nossos corpos pela primeira vez, ficaremos nos nossos corpos astrais, com as nossas consciências inteiramente transferidas para os nossos corpos astrais, e olharemos aqueles corpos físicos deitados, ficaremos horrorizados, não nos agradaremos as formas dos nossos corpos, e teremos os choques de vermos as linhas dos nossos rostos e dos nossos traços fisionómicos, e se adiantarmos um pouco e fitarmos nossas mentes, veremos certos maus pensamentos e fobias, que poderão fazer com que pulemos para trás, voltando aos nossos corpos físicos, tal são os complexos dos sustos, porém, suponhamos que superamos esses primeiros encontros que consideramos assustadores e então, teremos de decidir para onde vamos, o que queremos fazer, o que desejamos enxergar. O interessante é sabermos que o ideal mais usual é irmos visitar algumas pessoas que conheçamos bem, o que pode ser um parente bem próximo, que more num próximo, vizinha, o que, em primeiro lugar, devemos encontrar uma pessoa que sempre visitemos sempre com frequência, porque teremos de visualizar as pessoas com detalhes consideráveis, e teremos de visualizar onde essas pessoas residem, lembrando sempre de que todas estas coisas são ainda novidades para fazê-los conscientemente, é o que pretendemos dizer e queremos seguir o itinerário exacto que seguiríamos se estivéssemos a ir corporalmente, fisicamente, entretanto, faremos uma visita astral.
Deixemos, então, os nossos aposentos, e vamos para as ruas nos planos astrais, naturalmente, mas não nos preocupemos com essas coisas, pois as pessoas não conseguirão ver-nos, sigamos os caminhos que tomaríamos normalmente, antes de fixarmos diante de nós mesmos as imagens das pessoas que desejamos visitar, e como devemos chegar lá, então, com muitíssima rapidez, muito mais rapidamente do que os veículos mais rápidos conseguiriam ir, estaremos nas casas dos nossos amigos ou parentes num piscar de olhos, o que, com as práticas, conseguiremos ir a quaisquer partes, e os mares, oceanos e montanhas não constituirão obstáculo ou barreira às nossas trajectórias, mesmo porque, reconhecemos que as terras de todos os mundos e as cidades de todas as partes do mundo serão nossas, para que as visitemos, entretanto, sabemos que algumas pessoas pensam que possam ir e não possam mais voltar, o que certamente não acontecerá. Não conseguiremos nos perder, sendo, portanto, inteiramente impossível nos perder, é de todo impossível nos prejudicar ou descobrirmos alguém que se apoderou dos nossos corpos, mesmo porque, entendemos e reconhecemos que se alguém se aproximar dos nossos corpos, enquanto estivermos a fazermos algumas viagens nos campos astrais, estes retransmitem alguns avisos, e seremos puxados, com as velocidades dos nossos pensamentos, portanto, nenhum mal poderá nos acontecer, e os únicos males que podem se apodera de nós são os medos. Assim sendo, não tenhamos medos e experimentemos, e com as experiências virão as realizações de todas as nossas ambições nos reinos acedidos pelas viagens astrais, e quando estivermos conscientemente nos planos astrais, veremos as cores com mais brilhos do que acontecem quando as vemos com os nossos olhos físicos, mesmo porque, tudo tremeluzirá com vidas e vigores, e poderemos enxergar até mesmo as partículas de vidas aos arredores de nós mesmos, como pintas nos ares, e que, essa são as vitalidades da Terra, e ao passarmos por elas adquiriremos vigores, ânimos, coragens e disposições. Não podemos levar algumas coisas, e não podemos trazer algumas coisas, é possível, naturalmente, sobre certas condições e isso somente vem com muitas e muitas práticas que nós materializamos e se materializamos diante de um clarividente, mesmo porque, não é fácil irmos a algumas pessoas e levar-lhes alguns diagnósticos dos nossos estados de físicos, porque precisamos termos as capacidades corretas para falarmos de coisas que só se vêem, compreendem-se somente nos planos astrais. Pode por exemplo, irmos a uma determinada loja, examinar as mercadorias e decidir que voltaremos lá para comprar algumas coisas que nos agradaram no dia seguinte, pois isso é inteiramente permissível pelas leis astrais, entretanto, muitas das vezes, quando visitamos algumas lojas nos planos astrais, veremos os defeitos e os maus estados de algumas mercadorias postas à venda por preços elevados, entretanto, quando estivermos nos planos astrais e quisermos regressar aos planos físicos, devemos nos manter calmos, devemos pensar nos corpos carnais, pensar que vamos voltar e que vamos entrar neles novamente, o que, ao fazermos, reconhecemos que algumas sensações de velocidades, ou talvez algumas transferências instantâneas de quaisquer pontos onde estejamos, para alguns lugares a três ou quatro palmos acima dos nossos corpos deitados, então, que estão presentes, oscilando, ondulando de leve, exactamente como aconteceram quando deixamos os corpos físicos. Deixamo-nos os nossos corpos astrais baixarem muitíssimos devagar, e devemos fazer isso bem devagar mesmo porque os dois corpos astrais e físicos precisam estar absolutamente sincronizados, se fizermos certos, entraremos nos corpos físicos sem quaisquer sobressaltos, tremores, sem quaisquer sensações senão a de que os nossos corpos são algumas massas frias e pesadas, se formos desajeitados e não alinharmos com exactidões os dois corpos astrais e físicos, ou se alguém o vier interromper, que farão voltarmos com alguns solavancos, verificaremos que teremos algumas dores, principalmente dores de cabeça, do tipo localizadas, o que, nesses casos, devemos procurar dormir, ou retornar novamente aos planos astrais, porque somente quando os nossos dois corpos estiverem juntos em alinhamentos exactos conseguiremos nos livrar das dores de cabeça, entretanto, não é uma coisa para nos preocupar, porque a cura está em dormir, ainda que seja só por alguns momentos, ou sair conscientemente de novo para os planos astrais e calmamente retornarmos.
Ao voltarmos aos nossos corpos carnais, podemos notar que os mesmos estão ainda endurecidos, podemos ainda descobrir que as sensações são bem semelhantes às que temos quando vestimos algumas roupas pesadas, que ficaram molhadas nas vésperas, e que ainda se acham húmidas e pesadas, o que, até nos acostumarmos com essas coisas, regressaremos aos nossos corpos, não são sensações muito agradáveis e veremos que as cores gloriosas que vimos nos mundos astrais se apresentam rigorosamente diminuídas, e que, também, muitas das cores não conseguiremos enxergar de modo algum nos corpos carnais, e muitos dos sons que ouvimos nos mundos astrais são inteiramente inaudíveis quando nos encontramos nos nossos corpos físicos, porém, não importa, estamos na Terra para aprendermos, e quando aprendermos aquelas coisas que foram os objectivos da nossa vinda à Terra, estarão livres dos laços, livre dos elos da Terra, e quando deixarmos os nossos corpos carnais de modo permanente, tendo rompido o Cordão de Prata, iremos para os reinos muito além dos mundos astrais. Pratiquemos, pratiquemos, pratiquemos essas viagens astrais, pratiquemos mais e mais, afastemos de todos nós todos os medos, isso porque se não tivermos medos, então nada há a recearmos, mal nenhum poderá nos acontecer, e teremos apenas prazeres em realizarmos essas viagens astrais, nada há a recearmos se os medos não existirem sobre os nossos desejos, pois temos de frisar bem que, se as pessoas se mantiverem sem os medos, não há perigos de espécies alguma nas viagens astrais, por mais longe ou mais rapidamente que se façam, entretanto, não há o que temer nas viagens.
Diante de tudo o que já estudamos e aprendemos, dediquemos este espaço de nosso trabalho-estudo à questão dos medos e aos que não devemos temer, isso porque, reconhecemos que os medos são algumas atitudes muito negativas, atitudes essas que corroem as nossas melhores percepções, sejam lá o que for que temamos, de quaisquer formas sabemos que os medos só causam malefícios. Assim sendo, entendemos que as pessoas podem temer que, entrando nos estados astrais, o que talvez não consigam regressar aos seus corpos carnais, não há o que temer, pois temos todas as garantias em experiências próprias que sempre regressaremos aos nossos corpos físicos, carnais, mesmo porque, sempre é possível regressarmos aos nossos corpos físicos, carnais, a menos que essas pessoas estejam realmente próximas a morrerem, que tenham chegado realmente ao fim dos tempos que lhes foram concedidos sobre a Terra e isso, nada tem a ver com as viagens astrais, portanto, devemos reconhecer que é sempre possível ficarmos com tantos medos que fiquemos paralisados, e nesses casos não conseguem fazer coisa alguma, o que, sabemos que em tais situações, algumas pessoas podem estar nos corpos astrais e chegar a uma intensidade tão grande de terror que mesmo esses corpos astrais não se consigam moverem-se, o que, tudo isso, naturalmente, retarda os regressos aos corpos físicos por um determinado tempo, até que os impactos maiores dos medos desapareçam. O que nos chama muito a atenção, é sabermos que os medos se desgastam e desaparecem, como os nossos amados leitores sabem, algumas sensações só podem ser mantidas por certos períodos de tempos, o que, desses modos, algumas pessoas que tenham alguns medos simplesmente retardam os seus regressos inteiramente a salvos aos corpos físicos, carnais. Importante ainda frisar que não somos as únicas formas de vidas nos planos astrais, assim como os seres humanos não são as únicas formas de vidas sobre a face da Terra, entendemos e reconhecemos que neste nosso mundo Terra, temos criaturas agradáveis, como gatos, cachorros, cavalos e pássaros, para falar apenas de alguns, entretanto, também existem criaturas desagradáveis, como aranhas ou serpentes peçonhentas que mordem e matam, existindo ainda coisas desagradáveis como germes, micróbios e outros seres daninhos e maléficos, que só sabem os perigos aqueles que olharam os germes ao microscópio com grande ampliação, e tenha visto criaturas tão fantásticas que será levado a imaginar a estar a viver nos dias dos dragões e das histórias de fadas, o que, reconhecemos que também nos planos astrais, existem muitas coisas e mais estranhas do que qualquer outras que possamos encontrar na Terra. Não podemos esquecer de que nos planos astrais, conheceremos criaturas notáveis, ou pessoas e entidades notáveis, isso porque, veremos os espíritos da natureza, que, por falar nisso, são quase invariavelmente bons e agradáveis, entretanto, existem criaturas horríveis, que devem terem sido vistas por alguns dos autores das mitologias e das lendas, porque são criaturas como os demónios, os sátiros e outros diversos adversários de que falam as mitologias, e com vários aspectos, o que, também, algumas dessas criaturas são elementais, de níveis baixos, que posteriormente poderão tornarem-se seres humanos, ou talvez ingressar no reino dos animais irracionais, sejam lá o que forem, entendemos que nestas etapas de desenvolvimentos essas criaturas se apresentam inteiramente desagradáveis.
Vale a pena fazermos uma pequena pausa momentânea para indicarmos de forma edificadora que os bêbedos, aqueles que vêem elefantes rosa, navios navegando nas ruas, pássaros gigantes, cobras enormes nas ruas e diversas outras aparições notáveis, estão realmente vendo o tipo de criatura de que estão falando, isso porque, os bêbedos são criaturas que expulsaram os seus corpos astrais dos corpos físicos, mandando-os para os planos mais baixos dos mundos astrais, entretanto, ali, nos submundos os bêbados vêem criaturas verdadeiramente espantosas, e quando os beberrões recuperam os seus sentidos, mais tarde na medida em que conseguem fica com algumas recordações muito vívidas das coisas que viram, embora embriagar-se inteiramente seja um dos métodos de entrar nos mundos astrais e lembrarem-se deles, não são métodos que recomendemos, porque nos levam apenas aos planos mais baixos e degradados dos mesmos. Entretanto, reconhecemos que existem diversas drogas, utilizadas pelos médicos principalmente nos hospitais, destinadas aos enfermos mentais e que apresentam efeitos semelhantes, a mescalina, por exemplo, pode sensivelmente alterar as vibrações das pessoas que as mesmas se vêem literalmente projectadas dos seus corpos físicos e catapultadas aos mundos astrais, o que também nesses casos não se tratam de métodos a serem recomendados, mesmo porque, sabemos que as drogas e outras formas de sairmos dos corpos físicos são realmente perniciosas, e causam males irreparáveis ao eu superior, voltemos as nossos elementais, bem, os nossos elementais são algumas formas primárias de vidas espirituais, e encontram-se em algumas etapas acima das formas de pensamentos, mesmo porque, podemos dizer que as formas de pensamentos são apenas projecções das nossas mentes conscientes ou inconscientes de todos os seres humanos, as pragas rogadas são alguns exemplos, e possuem apenas pseudos-vidas próprias. Queremos aqui, tratar de um exemplo de formas de pensamentos que são aquelas que foram criadas principalmente pêlos antigos sacerdotes egípcios, para que os corpos mumificados dos grandes faraós e rainhas famosas, pudessem ficar protegidos contra aqueles que tentassem profanar os seus túmulos, assim sendo, entendemos e reconhecemos que essas formas de pensamentos são construídas com as mais claras e prudentes intenções de repelir-se os invasores, e de atacarem os túmulos, o que tais sentimentos vão agir nas consciências daqueles que se intrometam e, ao fazê-lo, causam alguns pavores tão grandes que os candidatos a ladrões irão fugir do lugar sem causar danos maiores, entretanto, em muitos casos, estamos a falar de elementais e não de formas de pensamentos, pois as mesmas são entidades sem mentes, que simplesmente foram encarregadas pelas sacerdotes de cuidarem dos mortos, ou também postas executarem certas tarefas, como as guardas de túmulos contra os invasores, assim sendo, podemos afirmar que neste momento estamos tratando dos elementais, e que, esses elementares, como já afirmamos, são entidades espirituais que se encontram nas primeiras etapas de desenvolvimentos, o que, no mundo astral, eles correspondem a grossos modos às posições ocupadas pêlos macacos no mundo dos seres humanos, isso porque, os macacos são criaturas irresponsáveis, traquinas, frequentemente malvadas e perversas, e não dispõem de grandes poderes de raciocínios próprios, são, ao que poderíamos dizer, apenas amontoados animados de protoplasmas. Entendemos ainda que os doentes mentais, ocupando mais ou menos as mesmas posições nos mundos astrais, como a dos macacos nos seres humanos, são formas que se movem mais ou menos sem objectivos, tagarelam e adoptam expressões horripilantes e estranhas, fazendo gestos ameaçadores aos seres humanos empenhados nas viagens astrais, entretanto, naturalmente, não podemos fazer-lhes algumas coisas, tenhamos isso sempre presente, esses seres não podem nos fazer males.
Se já tivemos os infortúnios de termos ido a algum hospital de doentes mentais, certamente vimos casos realmente graves de desarranjos mentais, que tais doentes tenham recebido tratamentos de choques pelo modo como alguns dos piores casos se aproximam de nós e fazem gestos ameaçadores, ou possivelmente destituídos de seus sentidos ou faculdades mentais, percebemos que eles babam, mas se encontrarem decisão e frontalidade, por serem criaturas com mentalidades muito inferiores, sempre recuam, pois seus sentimentos estão em mundos astrais inferiores, em estados degradantes. Quando seguimos pêlos planos astrais inferiores, podemos encontrar algumas dessas entidades, algumas dessas criaturas estranhas e que em alguns casos exóticas, entretanto, as vezes, se os viajantes forem tímidos, essas criaturas se aglomeram ao redor e tentam amedrontá-los, podemos dizer que não existe males alguns nisso, pois são inteiramente inofensivas, na verdade, a menos que se tenham medos delas, e quando estivermos iniciando as viagens astrais, teremos duas ou três dessas entidades inferiores a aproximar-se, para ver como saímos, de modo bem semelhante a alguns tipos de pessoas que gostam de olhar para aqueles que estão aprendendo a dirigir e que sai sozinho com um automóvel pela primeira vez. O que nos chama muito a nossa atenção, é que, os espectadores sempre esperam que algumas coisas fantasmagóricas ou animadas aconteçam, e às vezes, se os aprendizes estiverem embaraçados, eles colidirão com algum poste da rua, ou com alguma outra coisa, para os grandes deleites dos espectadores, e que, estes, como espectadores, não desejam males, são simplesmente sensacionalistas procurando algumas emoções, o que, também, o mesmo acontece com os elementais, seres que estão às catas de divertimentos fáceis, pois gostam de verem os desconfortos dos seres humanos e, portanto, se demonstrarmos alguns medos, eles sentirão deleites e continuarão com suas gesticulações, suas atitudes ferozes e ameaçadoras, na verdade, eles nada podem fazer a quaisquer seres humanos, pois se assemelham mais aos cachorros que só sabem latir, e latidos não fazem e não causam males, além de tudo isso, só conseguirão incomodá-los enquanto nós, por causa dos nossos medos, permitirmos que os façam. Não tenhas medos, pois nada nos poderá acontecer.
Deixa os nossos corpos físicos, e entramos nos planos astrais, e em noventa e nove vezes, em cada cem viagens, não veremos qualquer dessas entidades baixas, só as veremos, se tivermos medos delas, de modos normais, nos ergueremos muito mais acima de seus reinos, pois elas se conglomeram aos fundos dos planos astrais, de modos e formas bastante parecidos com aqueles pelos quais os vermes se reúnem no fundo de um rio ou mar, ou como os vermes de moscas comendo as carnes de um cadáver qualquer, entretanto, quando nos erguemos nos planos astrais, assistimos as muitas ocorrências notáveis, em que com certas distâncias, poderemos enxergar as faixas grandes e brilhantes de luzes, isso porque, vêem de planos de existências que se acham além dos nossos alcances, quer dizer, por enquanto. Não podemos e não devemos esquecer de que as entidades humanas, enquanto se encontram nas carnes, conseguem perceber apenas três ou quatro notas, mas ao saírem dos corpos físicos, carnais e entram nos mundos astrais estenderam os seus alcances de notas um pouco para cima, estenderam esses alcances o bastante para perceberem que existem coisas maiores à nossa frente. Entendemos e reconhecemos que algumas dessas coisas são representadas pelas luzes brilhantes, tão brilhantes que realmente não conseguiremos enxergar o que sejam, entretanto, vamos contentar-nos, por enquanto, com os astrais médios, em que, ali, podemos visitar os amigos ou parentes, as cidades do mundo e enxergar os grandes edifícios públicos, podemos ler livros em línguas estrangeiras pois, devemos lembrar, que, nos planos astrais médios todas as linguagens serão as línguas conhecidas, precisaremos praticar as viagens astrais, isso porque, temos aqui algumas descrições do que elas são, descrições que poderão serem transformadas em algumas experiências também nossa, mediante as nossas práticas. O dia termina e as sombras da noite chegam, se aproximam, deixando o crepúsculo purpúreo, que gradualmente se tornava mais e mais escuro, até que o céu, afinal, adquiriu a cor índigo e então, quase tudo ficou negro, proporcionando apenas que pequenas luzes venham surgir ao derredor, os astros luminosos no firmamento celestial, confrontando com as luzes azul-esbranquiçadas que iluminam as ruas, e as luzes amareladas que eram as do interior das casas, talvez mudando de coloração por causa das persianas ou cortinas pelas quais passavam suas claridades. O que observamos é que os corpos estavam repousando em suas respectivas camas, inteiramente conscientes, inteiramente relaxados, o que, de modos graduais, vieram leves sensações de desconjuntamentos, algumas sensações como se algumas coisas estivessem flutuando, movendo-se, vindo, portanto, a mais leve das comichões pelos corpos, e gradualmente se fizeram separações, onde acima dos corpos inclinados, formaram-se algumas nuvens nas extremidades de um dos Cordões de Prata luzidio, as nuvens se movimentaram, como algumas massas indistintas, parecidas com alguns borrões de tintas a flutuarem nos ares. Devagar, elas se adoptaram as formas de corpos humanos, ergueram-se a uma distância de três a quatro palmos, onde oscilavam e balançavam, e que, por alguns segundos, os corpos dos astrais se ergueram mais, e depois os pés baixaram-se, devagar foram ter ao chão, de modo que as figuras se encontravam em pé, aos pés das camas, olhando para os corpos físicos que acabaram de deixar e aos quais ainda se achavam presas, nos aposentos, as sombras se apresentavam nos cantos, como animais estranhos e acuados, onde os Cordões de Prata vibravam e brilhavam, com luzes azul-prateadas opacas, e os próprios corpos astrais estavam retratados com luzes azuis. Ao que enxergamos, as figuras nos astrais olharam aos seus arredores, e depois para os corpos físicos que descansavam comodamente nos seus leitos, onde os seus olhos estavam fechados, agora, mas as respirações eram tranquilas e leves, não haviam movimentos, não haviam contorções, os corpos pareciam repousar comodamente, os Cordões de Prata não vibravam, de modo que não havia quaisquer indicações de inquietudes.
Sabemos que em tudo e por tudo, devemos tratar as coisas com cuidados e zelos, assim analisamos que, satisfeitas, as formas astrais ergueram-se silenciosas e vagarosamente nos ares, passaram pelos tectos dos aposentos, e pelos telhados finos, indo ter aos ares das noites, onde os Cordões de Prata alongaram-se, mas não diminuiu em suas grossuras, era como se as figuras astrais fossem balões cheios de gás, amarrados às casas, que fossem os corpos físicos, assim, as figuras astrais ergueram-se até estarem a vinte, cinquenta, cem metros acima dos telhados, ali, elas se detiveram, flutuando ociosamente, olhando aos seus arredores, das casas de todas as ruas, e das ruas além das vizinhanças, vinham as luzes azuis e débeis que eram os Cordões de Prata de outras pessoas, isso porque, elas se estendiam para cima, desaparecendo a algumas distâncias imensuráveis, entretanto, as pessoas sempre viajam à noite, quer saibam disso ou não, mas apenas as favorecidas, as que praticam, voltam com conhecimentos plenos das coisas que fizeram, e que, nessas formas astrais flutuavam acima dos telhados, olhando aos seus arredores, decidindo aonde irem, onde finalmente, resolveram visitar uma terras distantes, muito distante, em que, no mesmo momento em que essa decisão foi tomada, elas partiram em velocidades fantásticas, seguindo com as rapidezes dos pensamentos pelos país afora, atravessando os mares, e ao atravessarem os mares, as grandes ondas do mesmos pareciam subir, tendo as cristas brancas nas partes superiores, em que, em certos pontos de suas jornadas, elas espiaram para alguns grandes transatlânticos que atravessavam os mares turbulentos, todas as luzes acesas e com sons de músicas vindo dos tombadilhos, as formas astrais prosseguiram, sobrepujando os tempos e espaços, onde a noite deu lugar ao anoitecer anterior, as formas astrais estavam-se emparelhando com os tempos, a noite deu lugar ao anoitecer e este, a seu turno, foram ultrapassado e tornaram-se parte inicial da manhã, sendo que, essa parte final da manhã foi deixada para trás, e logo se transformou em meio-dia, finalmente, à luz brilhante do sol, as figuras astrais viram aquilo que tinham vindo ver, a terra tão distante, uma terra tão amada, com pessoas a quem tanto amavam. Enxergamos que com suavidades, as figuras astrais baixaram à Terra e se misturaram, sem serem vistas, ou sem serem ouvidas, entre aqueles que se encontravam nos corpos físicos, por fim, veio alguns puxamentos insistentes, alguns retorcimentos dos Cordões de Prata, as grandes distâncias, em algumas terras diferentes, os corpos físicos que foram deixados para trás, percebiam estar a amanhecer, e estavam chamando seus corpos astrais, que por alguns momentos, estes permaneceram por ali, mas, afinal, os avisos não podiam serem mais ignorados, as formas de suas sombras subiram aos ares, pairaram imóveis por alguns momentos como alguns pombos que regressam aos seus pombais, e depois seguiam pêlos céus, reluzindo sobre as terras, sobre as águas, de volta aos seus lugares atravessando os tectos, entretanto, outros cordões também tremiam, outras pessoas regressavam aos corpos físicos, mas essas formas astrais de que falamos desceram, passando pelos telhados e pelos tectos, indo ter sobre as figuras adormecidas dos seus corpos físicos, devagarinho e com levezas, baixaram e se colocaram precisamente sobre aqueles corpos, com suavidades, com cuidados infinitos, desceram e entraram nesses corpos físicos, e por alguns momentos, houve algumas sensações de frios intensos, algumas sensações de entorpecimentos, de pesos imensos a comprimirem os corpos, desapareceram as levezas, as sensações de liberdades, as cores vistas nos astrais e que, ao invés dessas coisas, reinavam os constantes frios, era como se alguns desses corpos quente estivessem envergando roupas molhadas e frias, os corpos físicos se agitaram, e os seus olhos abriram-se, e pelas bandas de fora, surgiam as primeiras faixas leves do amanhecer, acima do horizonte, onde os corpos se agitaram e dissera que se lembravam de tudo a que assistiram, durante a noite.
Podemos viajar nos planos astrais, podemos ver aqueles a quem amamos, e quanto mais fortes os laços entre nós e aqueles a quem amamos, maiores as facilidades com que poderemos viajar, para tanto, necessitamos de práticas e mais práticas, o que, de acordo com as antigas histórias principalmente as orientais, nos dias das remotas antiguidades, todos os seres humanos podiam viajar nos planos astrais, mas devido aos factos de que tantas pessoas houvessem abusado desses privilégios, os mesmos foram retirados, para aqueles que são puros em pensamentos, para aqueles que são puros nas mentes, as práticas trarão as libertações quanto aos pesos embaraçosos e enjoativos dos corpos físicos, materiais, e permitirão irmos aonde quisermos, somos tão-somente aquilo que acreditamos que somos, podemos fazer aquilo que acreditamos que podemos fazer. Se acreditarmos realmente, e sinceramente acreditarmos que podemos fazer algumas coisas, nesses casos poderemos fazê-las, creiamos, e com as práticas viajaremos nos planos astrais, dizemos que não devemos ter os medos enquanto estivermos nos planos astrais, pois ali ninguém poderá nos prejudicar, por mais terríveis ou horripilantes que sejam os aspectos das entidades inferiores que possamos enxergar, embora talvez não as vejam, elas não farão nada contra nós, a menos que tenhamos medos, assim sendo, lembramos que as ausências dos medos garantem nossas protecções absolutas, queremos praticar, queremos saber aonde iremos. As práticas são o que fazem com que essas coisas se realizem, entretanto, as questões das viagens astrais apresentam, naturalmente, importâncias vitais, e por esses e outros motivos podem haver vantagens em dedicarmos parte deste nosso trabalho-estudo a algumas somas maiores de observações a esses passatempos fascinantes, portanto, sugerimos que leiamos com cuidados estas páginas percorrendo-as pelo menos tão meticulosamente como fazemos com as anteriores, e decidamos então escolheremos um anoitecer, com alguns dias de antecedências, para as nossas experiências, sabemos, existem muitas coisas a prepararmos e há que decidirmos com antecedências o que pretendemos fazer. O que sabemos é que os sábios antigos utilizavam encantamentos, em outras palavras, repetiam um mantra, isto é, uma forma de oração ou reza, que tinham como objectivos as subjugações dos subconscientes, repetindo esses mantras, os conscientes que constituem uma décima parte de nós, conseguiam emitir algumas ordens imperativas aos subconscientes, poderíamos utilizar alguns mantras, mentalizando rezas e orações, como mantras, que no dia tal, vamos viajar nos mundos astrais, e vamos permanecer inteiramente conscientes de tudo que fizermos, inteiramente conscientes de tudo quanto enxergarmos, lembraremos de tudo, quando estivermos novamente nos nossos corpos carnais, físicos, faremos todas essas coisas e não fracassaremos.

Um comentário:

  1. Concordo plenamente, não podemos ter uma vida experimentada na nossa natureza inferior, assente em emoções, medos, comparações...

    ResponderExcluir